Os cinco melhores dramas de Woody Allen

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Aproveitando a estreia do mais recente filme de Woody Allen, Homem Irracional (leia a crítica), cabe destacar o talento do diretor para contar histórias dramáticas muitas vezes fascinantes. Se o diretor é um gênio da comédia, com suas tiradas inteligentes e personagens memoráveis, no drama Woody encontra reflexões existenciais ou discute moralidade como ninguém.

Se o novaioquino acerta em filmes dramáticos como Match Point ou Crimes e Pecados, também erra nos pavorosos Sonho de Cassandra ou Você vai conhecer o homem dos seus sonhos. Nem sempre é possível sair ganhando, ainda mais um diretor prolífico como Allen que mantém o costume de lançar um filme por ano.

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Se Homem Irracional pega emprestado discussões já abordadas nos filmes supracitados, cabe a Joaquin Phoenix e Emma Stone brilharem em personagens complexos e serem a força motriz do texto de Allen.

Para aqueles pouco familiarizados com o currículo dramático de Woody Allen, seguem 5 filmes para se iniciar nesta vertente do trabalho do diretor:

A Outra (1988)

Uma atuação incrível de Gena Rowlands garante a qualidade da fita sobre uma coroa em crise de meia idade que busca inspiração para escrever seu novo livro. No apartamento em que aluga para o processo de criação, percebe que é possível ouvir as conversas de um escritório de psiquiatria vizinho pela tubulação de ar. Sua vida começa a mudar ao escutar os relatos de uma grávida interpretada por Mia Farrow.

Match Point (2005)

Um thriller de proporções dramáticas sobre alpinimo social, traição, assassinato e sorte preenchem o fascinante roteiro que se passa em uma Londres fria e dessaturada. Dando uma guinada em sua carreira e mudando para os ares londrinos, Allen transforma Jonathan Rhys Meyers em um ambicioso professor de tênis que fará de tudo para subir na vida ao casar com a ingênua Chloe (Emily Mortimer). Scarlett Johansson entra em cena como a femme fatale que pode colocar tudo a perder.

Blue Jasmine (2013)

O filme arrancou uma performance memorável de Cate Blanchett e ainda deu a ela o Oscar de Melhor Atriz. Utillizando Um Bonde Chamado Desejo como pano de fundo para este conto sobre as decepções de uma socialite que tem de se acostumar com a vida sem grana e sem luxos após perder tudo, o filme usa de todo o talento dramático de Blanchett para guiar o expectador na via crúcis de Jasmine até a cena final desoladora.

Interiores (1978)

Uma homenagem a Ingmar Bergman, Interiores é um drama familiar pesado sobre crise conjugal e os reflexos de um divórcio/suicídio na vida de três irmãs com perfis distintos. Gravado em Long island, em uma casa na praia, o filme exige um pouco mais do expectador com seu ritmo mais arrastado e com silêncios cheios de significados em várias cenas. Não deixa de ser um poderoso drama sobre a deterioração da família.

Simplesmente Alice (1990)

Este drama com pitadas de fantasia acompanha a vida da socialite da Park Avenue Alice, interpretada por Mia Farrow, em sua jornada pela toca do coelho. Usando analogia interessante com o livro de Lewis Carrol (Alice no País das Maravilhas), Allen constrói uma narrativa sobre a madame desconfiada da traição de seu marido e a ida a um curandeiro chinês que através de suas poções mágicas acaba subvertendo sua pacata vida.

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