É um pássaro? É um avião? Bom, até é! Afinal, a linda Melissa Benoist foi a escolhida para encarnar a Supergirl na mais recente série de super-heróis da CBS.

Toda a alegria e simpatia que a atriz leva para a telinha acaba contagiando seus colegas de elenco e tornando o programa, sem dúvidas, uma das opções mais alto astral da temporada. Esqueça o tom dark e sombrio dos filmes da DC, pois o lance aqui é diversão em primeiro lugar!

Como o Barry Allen da excelente série The Flash, a heroína Kara Zor-El simplesmente ama seu ofício. Por mais que vestir o uniforme e o símbolo da família (o famoso S) seja uma grande responsabilidade, acima de tudo o trabalho é motivo de orgulho para a prima do Super-Homem (Superman).


Ao menos o trabalho que envolve voar pela cidade de National City e combater super vilões. O trampo no conglomerado de mídia CatCo já é outra história. Afinal, sua chefona Cat Grant (Calista Flockhart, sempre ótima) pode ser tão cabeça-dura e intransigente quanto os piores momentos do J.J. Jameson.

Sorte que a moça tem o apoio de James Olsen (Mehcad Brooks), recém-saído do Planeta Diário, e de Winslow (Jeremy Jordan), dois colegas leais mais do que dispostos a apoiar a amiga em seu trabalho dentro e fora do jornal, já que os dois conhecem sua identidade secreta.

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Kara e James Olsen

O fato de James Olsen ter sido enviado por Clark Kent para ajudar sua prima acaba dizendo bastante coisa sobre o tom que a série passa em seus primeiros episódios: embora Kara esteja fazendo seu melhor para criar sua própria identidade como heroína, a sombra do Super-Homem está sempre presente, tanto de forma positiva como negativa em sua vida.

É claro que Clark, até pelos anos que passou combatendo o mal em Metropolis antes da chegada de Kara, não teria como não ser um exemplo a ser seguido. O maior símbolo da justiça em todo o planeta acaba virando um ideal a ser perseguido pela Supergirl.

Por outro lado, essas comparações acabam botando bastante pressão nos ombros da heroína iniciante. Os cidadãos de National City (e até mesmo a própria Kara) esperam que a Supergirl seja capaz de atuar com a mesma competência que seu primo, o que, obviamente, é uma tarefa hercúlea. Ainda mais quando temos vilões tão ameaçadores em ação: prisioneiros saídos diretamente da Zona Fantasma!

Ainda que as lutas semanais sejam bem empolgantes e que a computação gráfica e efeitos especiais estejam surpreendentemente elaborados e bem-feitos, é nas relações entre os personagens que mora o grande ponto forte da série.

A galera mais engajada certamente vai curtir o tom feminista e girl power dos diálogos, como quando a Supergirl, ao ser questionada em entrevista pela jornalista Cat se “planeja ter filhos”, responde acidamente “você perguntaria isso ao meu primo?”. Além disso, há bastante comédia e até mesmo umas doses saudáveis de romance para prender a audiência.

Ainda é cedo para dizer se o restante da temporada vai manter o nível dos sólidos primeiros episódios, mas a tendência, certamente, é que a série vá para o alto e avante!