Os Dez Mandamentos pode inspirar onda de filmes religiosos no Brasil

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Apesar de toda a polêmica envolvendo a compra de ingressos de Os Dez Mandamentos – O Filme, patrocinada por fiéis abastados da Igreja Universal do Reino de Deus, da qual a Rede Record é o braço televisivo, é impossível negar que, com salas cheias ou não, o filme é um triunfo de bilheteria. É um fenômeno anômalo, sem dúvida nenhuma, mas nem por isso podemos subestimar a força que um lucro de R$ 25 milhões pode ter no cinema brasileiro – será que, depois dos filmes espíritas, das comédias e das cinebiografias musicais, a nova tendência para a produção nacional será a dos filmes religiosos?

Crítica | Os Dez Mandamentos – O Filme

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O mercado americano definitivamente provem precedentes nesse sentido. O submundo dos filmes religiosos sempre existiu por lá, com a força que a Igreja Católica tem no país todo, mas recentemente esse tipo de produto cinematográfico tem ganhado popularidade e atraído mais astros. Com um orçamento mínimo de US$ 2 milhões, o criticado Deus Não Está Morto rendeu mais de US$ 60 milhões nas bilheterias americanas. Feita a toque de caixa, a continuação (veja aqui o trailer), que retrata uma professora de primário lutando na justiça pelo seu “direito” de ensinar a palavra de Deus na sala de aula, estreia no próximo 1º de Abril (e não é mentira).

No mesmo ano de Deus Não Está Morto, um fenômeno ainda maior foi parar nos cinemas: O Céu É de Verdade custou US$ 12 milhões e rendeu mais de US$ 100 milhões nas bilheterias por lá. E o filme é estrelado por nomes de relativo peso, como Greg Kinnear (Pequena Miss Sunshine), Kelly Reilly (True Detective), Thomas Haden Church (Homem-Aranha 3) e Margo Martindale (The Americans). Ainda mais recentemente, Kate Mara, a Zoe de House of Cards, estrelou ao lado de David Oyelowo, o Martin Luther King de Selma, o thriller cristão Captive, que não foi tão bem nas bilheterias mas prova que astros cada vez maiores estão gravitando para esse nicho.

Ainda em 2016, veremos outros filmes americanos com essa temática ganhar os cinemas: o mais aguardado é Ressurreição (Risen, 17 de Março), aventura que conta a história de como o Império Romano lidou com a ressurreição de Jesus, sob o ponto de vista de um soldado feito por Joseph Fiennes (American Horror Story). Tom Felton, o Draco de Harry Potter, também está no elenco.

O Jovem Messias (24 de Março), por sua vez, conta a infância de Jesus, adaptando uma novela de Anne Rice, a autora de Entrevista com o Vampiro, e conta com Sean Bean (Game of Thrones) no elenco. Outro filme do subgênero a sair em 2016, Miracles from Heaven (18 de Março), tem Jennifer Garner (Elektra) como sua estrela.

No Brasil, a Record já anunciou para breve a cinebiografia O Bispo – A História Revelada de Edir Macedo, desvendando a vida do pastor-maior da Igreja Universal, sob o comando do mesmo Alexandre Avancini que dirigiu e escreveu Os Dez Mandamentos (novela e filme).

Resta saber se esse e outros projetos vão influenciar uma nova tendência de produções, e se esses filmes serão capazes de se sustentar mesmo sem o apoio dos fieis endinheirados da Igreja Universal.

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