Oscar 2016 | Confira as nossas apostas para a cerimônia

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Está faltando muito pouco para o Oscar 2016! Depois de muita expectativa, meses e meses de prêmios preliminares e polêmicas quanto as indicações, às políticas raciais e o quanto ganhar um Oscar “tem a ver com merecer”, chegamos finalmente perto do grande dia.

Neste domingo, as 22h, Chris Rock vai subir ao palco e, por algumas horas, Hollywood vai fazer o maior espetáculo do ano no mundo do cinema. Confira as nossas apostas para as principais categorias:

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Melhor Filme – O Regresso

O único argumento que ouvimos contra a provável vitória de O Regresso como Melhor Filme no próximo dia 28 é a resistência do Oscar de premiar duas obras do mesmo diretor/time de produção em dois anos seguidos. Não achamos esse obstáculo grande o bastante pra entrar no caminho do filme, que levou tanto o Globo de Ouro na categoria Drama quanto o DGA Awards (prêmio do sindicato dos diretores) para Alejandro González Iñárritu.

Lembrem-se: nos últimos 20 anos, o DGA acertou o vencedor de Mellhor Filme 15 vezes. Se acontecer mesmo e o prêmio for pela segunda vez seguida para um filme de Iñárritu, vai ser merecido: O Regresso é um dos grandes filmes do ano, sem dúvida nenhuma, um épico exaustivo e cheio de pontos complexos a fazer sobre humanidade, vingança, sobrevivência e colonização. Em vários aspectos, deixa Birdman comendo poeira.

Se não acontecer, vai sobrar para: Spotlight: Segredos Revelados, A Grande Aposta

Correndo por fora: Mad Max: Estrada da Fúria, O Quarto de Jack

Café com leite: Brooklyn, Ponte dos Epiões, Perdido em Marte

Melhor Direção – Alejandro González Iñárritu, por O Regresso

Embora a corrida para Melhor Filme ainda esteja relativamente acirrada, com muitas apostas contraditórias acontecendo, dificilmente alguém vai tirar do mexicano Iñárritu o seu segundo Oscar de direção. Argumentadamente, esse é o ano certo para conceder a ele a estatueta, e não no ano passado – em O Regresso o seu trabalho é mais monumentalmente esforçado, mais coeso e consoante com o roteiro, conjugando influências e trabalhos de seus atores, do seu diretor de fotografia, da trilha-sonora e da edição para criar um produto de qualidade inegável que deve muito ao seu diretor. O Regresso é provavelmente o filme de Inárritu que nos lembraremos daqui a 10 ou 20 anos, assim como o feito do cineasta mexicano de vencer dois Oscar seguidos na sua categoria.

Se não acontecer, vai sobrar para: George Miller (Mad Max: Estrada da Fúria)

Café com leite: Tom McCarthy (Spotlight: Segredos Revelados), Lenny Abrahamson (O Quarto de Jack), Adam McKay (A Grande Aposta)

Melhor Ator – Leonardo DiCaprio, por O Regresso

Finalmente! Na sua quinta indicação e aos 41 anos, parece que agora é mesmo a vez de Leonardo DiCaprio levar para casa o Oscar de Melhor Ator. Depois de vitórias no Globo de Ouro, no BAFTA, no Critics Choice e no SAG Awards, dificilmente algum dos outros concorrentes vai superar Leo na corrida para o prêmio, e que bom: sua performance em O Regresso é um dos pedaços de atuação mais enganosamente sutis em anos, ultrapassando o aspecto físico da atuação exigida pela história do personagem e encontrando por baixo dos casacos de pele e ferimentos um homem que casa perfeitamente com a visão niilista de Iñárritu. Não dá para lhe negar o prêmio dessa vez.

Se não acontecer, vai sobrar para: Eddie Redmayne (A Garota Dinamarquesa)

Café com leite: Bryan Cranston (Trumbo), Michael Fassbender (Steve Jobs), Matt Damon (Perdido em Marte)

Melhor Atriz – Brie Larson, por O Quarto de Jack

A crueza emocional de Brie Larson em O Quarto de Jack é um dos elementos fundamentais de O Quarto de Jack (junto com a atuação espetacular – e não indicada – do jovem Jacob Tremblay). Sutil e tremendamente compreensiva de sua personagem, que passa por momentos extremos durante o filme, Larson entrega uma atuação que não só complementa seus companheiros de cena, como se agiganta por si própria como um trabalho de composição emocionalmente complexo e liberador. Também com vitórias no Globo de Ouro, no SAG Awards e no Critics Choice, essa jovem atriz californiana (25 anos) chega como a franca favorita ao prêmio.

Se não acontecer, vai sobrar para: Saoirse Ronan (Brooklyn)

Correndo por fora: Cate Blanchett (Carol)

Café com leite: Jennifer Lawrence (Joy), Charlotte Rampling (45 Anos)

Melhor Ator Coadjuvante – Sylvester Stallone, por Creed

Sim, é perfeitamente possível, e até provável, que Sylvester Stallone vá subir ao palco para receber o primeiro Oscar da sua carreira. Aos 69 anos, o astro de ação está na sua segunda indicação, ambas por interpretar o mesmo personagem – Rocky Balboa, o boxeador ítalo-americano com uma força de vontade espetacular que, agora na idade avançada, é chamado para treinar o filho de seu ex-rival, Apollo Creed. Apesar das críticas quanto ao elogiado filme ter sido lembrado só pela atuação de Stallone, é difícil negar que o homem merece esse coroamento no final da carreira. Com vitórias no Globo de Ouro e no Critics Choice para se apoiar, Stallone chega como o preferido, já que Idris Elba (Beasts of No Nation), que venceu o SAG, não foi indicado.

Se não acontecer, vai sobrar para: Mark Rylance (Ponte dos Espiões)

Café com leite: Tom Hardy (O Regresso), Mark Ruffalo (Spotlight), Christian Bale (A Grande Aposta)

Melhor Atriz Coadjuvante – Alicia Vikander, por A Garota Dinamarquesa

Essa é, surpreendentemente, uma das categorias mais complicadas esse ano. Embora tenha ganho o Critics Choice Awards e o SAG, Alicia Vikander é uma adição recente ao rol de estrelas em Hollywood, e sua performance não é um furacão como a de Brie Larson em O Quarto de Jack. Além disso, pesa ainda que Vikander é considerada por muitos como estando na categoria errada – ela é tão protagonista de A Garota Dinamarquesa quanto Eddie Redmayne. Ela ainda é a aposta mais segura, no entanto, mas esse é aquele Oscar da noite que pode ir parar nas mãos de várias das opções da lista de indicadas.

Se não acontecer, vai para: Kate Winslet (Steve Jobs), Rooney Mara (Carol)

Correndo por fora: Jennifer Jason Leigh (Os Oito Odiados)

Café com leite: Rachel McAdams (Spotlight)

Melhor Roteiro Original – Josh Singer & Tom McCarthy, por Spotlight: Segredos Revelados

O trabalho da dupla de roteiristas que recriou a história dos jornalistas do Boston Globe e sua investigação sobre casos de abuso e pedofilia na igreja católica se qualifica como Melhor Roteiro Original porque não se baseia em nenhum relato anterior do acontecido – é tirado direto, presumivelmente, do que os personagens da história contaram aos roteiristas. McCarthy, que já foi indicado anteriormente na categoria pela animação Up, venceu o WGA Awards (prêmio do sindicato de roteiristas) e o BAFTA, e deve levar para casa esse prêmio como vitória de consolação, já que Spotlight não aponta como favorito nas outras categorias.

Se não acontecer, vai para: Andrea Berloff & Jonathan Herman (Straight Outta Compton)

Correndo por fora: Alex Garland (Ex Machina)

Café com leite: Matt Charman, Ethan & Joel Coen (Ponte dos Espiões), Pete Docter, Meg LeFauve & Josh Cooley (Divertida Mente)

Melhor Roteiro Adaptado – Charles Randolph & Adam McKay, por A Grande Aposta

Também vencedores do BAFTA e do WGA, Charles Randolph e Adam McKay indiscutivelmente fizeram um trabalho admirável adaptando o livro de Michael Lewis sobre a crise financeira de 2008 e um grupo de analistas que a previu. A Grande Aposta é um filme esperto, que passa sua mensagem mesmo que você não entenda os detalhes econômicos que ele explora, acha tempo para desenhar arcos de personagens convincentes, e ainda por cima é tremendamente divertido, de sua forma peculiar. Ninguém realmente ameaça a vitória dos dois roteiristas na categoria.

Se não acontecer, vai para: Phyllis Nagy (Carol)

Café com leite: Emma Donoghue (O Quarto de Jack), Nick Hornby (Brooklyn), Drew Goddard (Perdido em Marte).

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