Arrow | O momento que os fãs tanto esperavam aconteceu… mas não foi de verdade

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Atenção para spoilers da série a seguir!

Quando o produtor Marc Gugenheim tuitou uma foto de Oliver e Felicity prontos para atarem o nó de seu relacionamento na forma de um casório, ele prometeu: “Não é um sonho. Não é uma alucinação. Não é uma realidade alternativa. Não é um flashforward”. E, de fato, o casamento dos dois pombinhos não foi nenhuma dessas coisas em “Broken Hearts” (4×16), episódio exibido nesta quarta (23) nos EUA, mas também não foi exatamente real – ao invés disso, foi um plano para derrotar a vilã da vez, a Cupido, que volta depois de alguns episódios da terceira temporada.

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Dessa vez, a ex-policial que um dia foi obcecada pelo Arqueiro Verde retorna como coadjuvante em um episódio que lida tanto com questões emocionais do relacionamento entre Ollie e Felicity quanto com o julgamento de Damien Darhk pelas mãos de Laurel. Mas vamos direto ao assunto: o casal que os fãs passaram a chamar de “Olicity” está oficialmente terminado (pelo menos por enquanto), e as consequências desse término para os dois personagens são analisadas em um episódio intimista que usa o retorno da Cupido como desculpa para um pouco mais de ação.

Pelo menos é a assim que o crítico do IGN viu o uso da vilã, destacando ainda que o drama romântico entre os protagonistas é bastante eficiente. Para ele, tanto Stephen Amell quanto Emily Brett Rickards deram o seu melhor aos personagens nesse episódio, especialmente Rickards, que batalha com a perspectiva de abandonar o Time do Arqueiro para poder lidar com essa separação sozinha, e retrata como a personagem perde a batalha para parecer amigável e bem-humorada por todo esse processo. O “falso casamento”, para o jornalista, serviu para que os personagens encarassem o futuro que um dia eles tinham como quase garantido para eles, e que os escapou por uma série de acontecimentos irreversíveis.

Na análise do crítico do AVClub, o foco ficou na forma como a personagem de Felicity mudou na percepção do público desde a sua estreia – vista como a personagem-revelação da série, e como um par perfeito para o Ollie e Amell, aos poucos Felicity perdeu a simpatia de uma parte dos fãs, e o jornalista tem uma ideia do porquê isso aconteceu. Para ele, Arrow não tem escolha a não ser ficar, mesmo que sutilmente, do lado de Ollie quando as coisas apertam no relacionamento.

Em uma série em que conceitos mais ou menos maniqueístas de bem ou mal são essenciais (Ollie está sempre questionando seus métodos, mas sabemos que combater os vilões que ele combate é a coisa certa a fazer, e portanto ele está do lado “do bem”), o que passaria por nuance ou sutileza em outras narrativas acaba soando como descuido. Em um relacionamento que lentamente afunda como o de Ollie e o Felicity, qualquer que seja a razão, é difícil apontar um lado “do bem” e um lado “do mal”, e Arrow tem dificuldade em fazer as pazes com isso, porque não pode fazer do seu herói alguém de quem Felicity tenha toda a razão de se separar, e não pode jogar toda a culpa na personagem de Emily Brett Rickards tampouco.

O crítico acaba fazendo um balanço positivo da forma como Arrow lidou com esse problema em particular, mas nota que em uma série tão propulsiva e tão levada por trama como Arrow, esse desenvolvimento no relacionamento dos dois mais parece um novo movimento em direção a um final planejado do que uma resposta natural ao que aconteceu previamente entre os dois membros do casal.

A outra parte importante do episódio são as cenas de tribunal, onde finalmente podemos ver Laurel usando seus estratagemas legais para conseguir a condenação de Damien Darhk, mesmo que o vilão quase se safe do xadrez com seus esquemas malignos. É um momento bacana para a personagem, assim como é um momento ótimo para Quentin, que no final do julgamento é obrigado a se sacrificar e comprometer para ter certeza de Darhk vá mesmo para a cadeia.

Para o crítico do IGN, essa parte do episódio foi provavelmente a mais interessante, e mesmo assim muito do foco nela ficou de lado graças ao tempo perdido na Cupido – ele notou que, se Arrow jogasse a responsabilidade da ação para a narrativa dos flashbacks de vez em quando, passando mais tempo por lá, talvez vilões pouco significativos (fillers) não fossem precisos.

Com Arrow caminhando para a fase final de sua quarta temporada, está chegando a hora dos roteiristas começarem a revelar o que tem em mãos para o finale da vez.

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