Crossover entre Supergirl e The Flash rende episódio divertido e irreverente

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Imediatamente depois do primeiro fim de semana de Batman vs Superman, a frente televisiva da DC Comics viu mais um grande evento balançar o coreto do seu universo compartilhado: a primeira aventura conjunta entre Supergirl e The Flash.

Um dos raríssimos crossovers entre séries de emissoras diferentes, o episódio “World’s Finest”, 18º da primeira temporada de Supergirl, juntou os dois heróis mais divertidos da editora no momento e produziu o que é, nada surpreendentemente, um antídoto colorido e leve para o sombrio filme de Zack Snyder. Os dois se uniram para combater uma dupla de super-vilãs: a Curto-Circuito, feita por Brit Morgan (Graceland), que já vimos anteriormente na série, e a Banshee Prateada, nova identidade de Siobhan Smythe, feita por Italia Ricci (Chasing Life).

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Chegado direto de outra dimensão (as duas séries acontecem em Terras diferentes), Barry Allen engata uma amizade com Kara Danvers e a química entre os dois é a fundação para o episódio entreter e divertir como faz, com facilidade. Para o jornalista do IGN, a interação entre Grant Gustin (Flash) e Melissa Benoist (Supergirl) foi o ponto alto da série, especialmente a forma como o episódio não fez com que eles se tornassem rivais antes de se reconhecerem como dois super-heróis.

Para ele, é até plausível dizer que o Flash de Gustin se adaptou muito melhor ao mundo de Supergirl do que aos universos de Arrow e Legends of Tomorrow – teve até piadinha com a separação de emissoras das duas séries, com Cat dizendo que Barry, Kara e companhia se pareciam com “o elenco de um programa da CW”. Não tivemos explicações, aqui, do porquê Barry está na outra dimensão e como ele chegou lá, mas os produtores Greg Berlanti e Andrew Keisberg já garantiram que isso será explicado no episódio de amanhã de The Flash, tanto quanto o novo gerador de táquions de Barry.

No site ScreenRant, o crítico Kevin Fitzpatrick notou que o grande feito do episódio foi conseguir funcionar primariamente como uma história da Supergirl, e depois como um crossover. Sentimos que a jornada de Kara como personagem evolui durante o episódio, ao invés de parar para acomodar a visita de Barry – e mais ainda, que a presença dele está aqui para acrescentar a esse arco de personagem dela, visto que o seu ano a mais de experiência como super-herói traz conselhos valiosos.

O crítico do IGN ainda notou que a trama prática do episódio, com os dois heróis enfrentando Curto-Circuito e Banshee Prateada, foi bem estruturada apesar de alguns atalhos irritantes de roteiro. Primeiro, a origem da Banshee pareceu repentina e conveniente demais, conforme Siobhan nos revelou a maldição de sua família, o que convenientemente explicou os seus poderes de grito super-sônico e seu ódio por Kara. O segundo enfrentamento entre os quatro, no entanto, foi um dos momentos mais marcantes do episódio, uma cena das mais empolgantes do primeiro ano de Supergirl até agora.

Os cidadãos de National City correndo ao resgate da Supergirl só dois episódios depois do dano causado por ela quando entrou em contato com a kryptonita vermelha pode não ter sido muito bem explicado, mas mesmo assim foi um momento emocional que se traduziu bem ao espectador. Assim como a ignorância de Cat quanto à identidade de Supergirl, essa rápida resolução de um conflito potencialmente interessante entre a heroína e os cidadãos pareceu subestimar um pouco a inteligência do espectador.

Para o jornalista do ScreenRant, no entanto, nenhuma das duas subtramas criticadas pelo IGN registrou como uma narrativa apressada. A presença de Barry fez com que a atitude dos cidadãos ao apoiarem a Supergirl no final parecesse calculada pelos heróis, buscando propositalmente recuperar a confiança da cidade, e o tempo que passamos a mais com Siobhan nos últimos episódios garantiu que sua virada para o lado negro não registrasse só como um truque de narrativa, apesar da justificativa tênue.

A cena final tem Kara e Barry apostando uma corrida para descobrir finalmente quem é a pessoa mais rápida da Terra, e embora não fiquemos sabendo o resultado da competição, o episódio se fecha com a leveza e a irreverência com a qual lidou o tempo todo, arquivando mais alguns pontos para o universo televisivo da DC.

Apesar de Supergirl não ter ganho os espectadores da forma como The Flash e Arrow fizeram ainda, esse crossover serviu para mostrar que a série de Kara é tão divertida e tão interessante de se assistir quanto as companheiras da CW.

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