The Walking Dead fez, talvez, o seu episódio mais sombrio até hoje

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Atenção para spoilers do 12º episódio da sexta temporada!

O último episódio de The Walking Dead, exibido neste domingo (6), começa com um tom ameno: a série nos mostra que Carol abraçou o quão doméstica a vida em Alexandria pode ser, cozinhando cookies para os seus vizinhos porque genuinamente gosta deles – em especial de Tobin, a julgar pelos flertes.

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Mais tarde no episódio, descobrimos que Carol está mantendo uma conta de quantos seres humanos já matou para sobreviver (18, no caso), e tentando se manter fora de missões que envolvam mais assassinatos à sangue frio – ela se oferece a ficar para trás com Maggie quando o resto do grupo estava prestes a infiltrar um acampamento lotado de homens de Negan.

A crítica da Variety notou que Carol parece estar pesando consigo a esperança de construir uma vida diferente em Alexandria, e uma versão nova de si mesmo também, após perder sua filha. Para ela, pessoas como Maggie e Glenn devem ser o alicerce dessa nova vida, uma vez que são o tipo de pessoa que enxerga esperança mesmo que nos lugares mais sombrios – é por isso que ela diz à Maggie que ela “deveria ser outro tipo de pessoa” quando a mulher grávida tenta infiltrar o acampamento dos homens de Negan para ajudar.

Já o jornalista do AVClub diz que a evolução e reviravolta do personagem só funciona porque Melissa McBride nos vende essa “nova Carol” com competência e reconhecimento da jornada pela qual ela passou durante a série. Ele cita que a personagem é um ponto focal do episódio não porque ela é central para a evolução dessa trama em particular, mas porque Carol se tornou um dos grande ímãs emocionais e narrativos de The Walking Dead, criando uma persona complexa que evolui de forma orgânica, quase como um “feliz acidente” não previsto pelos roteiristas, que passaram por maus bocados em termos de criatividade nas temporadas anteriores.

Carol não é a única que lida com os sentimentos levantados pelo ato de tirar uma vida, no entanto. Enquanto a personagem de McBride tenta fazer as pazes com a sua lista de assassinatos, o grupo que invade o acampamento dos homens de Negan também sente o peso de massacrar homens ainda em seu sono, embora seja dada ampla prova de que esses homens não eram exatamente do tipo que merecessem piedade.

Ambos os críticos citaram que “algum tipo de linha está sendo cruzada aqui”, com a escritora da Variety sublinhando que o grande tema do episódio provavelmente é a culpa e o pecado, e a forma como essas duas coisas funcionam para seres humanos puxados até o seu limite.

A cena do massacre, uma das mais exageradas, violentas e sangrentas que a série já fez, veio balanceada justamente pelos nossos personagens pesando as consequências psicológicas de seus atos e de suas motivações, tentando entender se matar “pelo bem maior” é mesmo muito melhor do que matar apenas por prazer.

Como descobrimos no final do episódio, o sangue todo tem um preço: Carol e Maggie. As duas, enquanto vigiavam o lado de fora do acampamento, foram levadas como reféns por outros homens de Negan, e vamos ter que esperar até semana que vem para descobrir o destino delas.

Sobreviventes ameaçam e são ameaçados no teaser do próximo episódio

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