Game of Thrones | Mortes e segredo revelado marcam a empolgante estreia da 6ª temporada

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Atenção para spoilers da série a seguir!

Dos grandes momentos de “The Red Woman”, episódio de estreia do sexto ano de Game of Thrones, talvez o mais festejado pelos fãs seja o encontro, finalmente, de Brienne de Tarth com Sansa Stark. Quando a personagem de Sophie Turner começa a ser perseguida por soldados dos Bolton tentando recuperá-la após sua fuga com Theon, quem a salva é Brienne, imponente e brutal como sempre na forma como despacha os homens da cruel família nortista. Ao lado do escudeiro Podrick, Brienne finalmente consegue declarar sua lealdade à Sansa, e as duas formam uma aliança que ainda fará muito barulho em Westeros.

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Turner garantiu à Variety que a jornada de Sansa nesse ano será uma de busca pela independência, citando Brienne como “a primeira de muitas pessoas” que ela vai encontrar para ajuda-la nessa busca. A crítica do site ainda notou que Brienne representa um momento de virada para Sansa porque é a primeira pessoa que genuinamente parece estar disposta a protege-la e ajuda-la a seguir o seu caminho – é como um oposto do que Mindinho representava, usando Sansa para o seu próprio ganho.

Em entrevista recente, Alfie Allen (Theon) falou do encontro entre esses personagens: “É ótimo para Sansa e Theon porque eles saíram de Winterfell com essas ilusões de grandeza; ela ia ser a rainha de Westeros, ele o rei de Pyke. E Brienne também está em sua própria jornada de reparar os erros que cometeu contra Renly – então estamos todos em nossas próprias histórias, de certa forma”.

Enquanto isso, na fortaleza dos Bolton, a posição de Ramsay parece ameaçada agora que ele perdeu Sansa, a esposa que deveria lhe conceder herdeiros para que ele fosse totalmente legitimado pelo pai, Roose. Com Roose novamente casado e cogitando a possibilidade de um novo filho, Ramsay fica em segundo plano, e o personagem deve ficar sob pressão durante o sexto ano inteiro – e um homem como Ramsay sob pressão quase nunca é uma perspectiva animadora.

Daenerys e os Dothraki

Já no continente de Essos, a Rainha dos Dragões está mais uma vez nas mãos de uma horda de Dothraki. Daenerys deixa pistas pelo caminho para que quem quer que venha procurá-la possa encontrá-la, incluindo um anel que Jorah e Daario acham no local em que ela foi raptada. Dany se mostra mais do que capaz de lidar com os selvagens por conta própria, no entanto, se impondo sobre eles e ganhando respeito (embora não liberdade) quando revela que é a viúva de Khal Drogo.

Os Dothraki pretendem enviar Daenerys para um local em que todas as viúvas de Khals ficam para o resto de suas vidas, mas nenhum deles ousa tocar nela por respeito a Drogo. Embora tenha confiado na sua conexão com o falecido Khal para se livrar da violência misógina dos selvagens, e não tenha sido capaz de escapar de suas garras sozinhas (aguardamos a chegada dos dragões em breve), Dany provou que tem a esperteza, a força e a imponência de uma rainha, um contraste muito claro com a primeira vez em que se encontrou com os Dothraki, sendo usada de “mercadoria de troca” pelo irmão.

Arya passa por um momento difícil, cega e sendo obrigada a pedir esmola nas ruas. Embora os membros desse núcleo do elenco garantam que os Homens Sem Rosto tem planos grandiosos para a menina ainda, por enquanto ela está sendo punida pelo que fez no final do quinto ano. O episódio faz questão de deixar claro que a jornada dela para se tornar uma assassina não termina ali.

Motivadas por vingança

Em Porto Real, Cersei continua por baixo – quando Jamie retorna de Dorne, com Myrcella morta em seus braços, a rainha descobre que perdeu mais uma filha, e desmorona, contando ao irmão/amante sobre a profecia entregada a ela quando era criança (de que ela teria três filhos e os três morreriam). Jamie encontra forças para dispensar a profecia como superstição, e diz que a solução para esse momento de tragédia e eles se manterem juntos e fortes, e se vingarem daqueles que ousaram desafiar o nome Lannister.

Por falar em Dorne, por lá as Serpentes de Areia aplicam um verdadeiro golpe nos atuais regentes, matando-os e tomando o poder para si, provavelmente a fim de levar a cabo seus planos de se vingar dos restantes dos Lannister. A crítica da Variety apontou que Dorne parecia uma trava na narrativa do quinto ano, mas agora, com o foco nas Serpentes, se tornou muito mais interessante – uma decisão esperta entre as muitas que a dupla D.B. Weiss e David Benioff fizeram.

Essa disputa calorosa entre duas famílias poderosas querendo vingança daqueles que as fizeram sofrer vai movimentar uma temporada que chegou com a confiança e a certeza de uma série veterana, fenômeno de cultura pop, que ganhou um recorde de Emmys no ano passado.

A revelação final do episódio, com Melisandre se olhando no espelho e se tornando, na frente dos nossos olhos, em uma mulher muito mais velha e cansada do que estamos acostumados a ver, mostra o quão decisiva e cheia de si Game of Thrones está no momento: ela é capaz de mudar completamente o que sabemos sobre determinado personagem em plena sexta temporada. Sem ressuscitar Jon Snow (pelo menos por enquanto) nem trazer cenas polêmicas, a série da HBO nos lembrou o porquê de sentirmos tanta falta dela entre uma temporada e outra.

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