Publicidade

X-Men | Como Jennifer Lawrence transformou a vilã Mística em heroína

Publicado por Redação

20/05/2016 21:26

Desde a estreia de Jennifer Lawrence no Universo X-Men, em Primeira Classe (2011), a atriz percorreu um longo e vitorioso caminho. Seu primeiro prêmio de relevância veio em 2013, com o prêmio de melhor atriz principal no Globo de Ouro por seu papel em O Lado Bom da Vida, prêmio que conquistaria novamente no ano seguinte (2014), dessa vez como coadjuvante por seu trabalho em Trapaça. O primeiro Oscar viria também em 2013, pelo filme que lhe rendera o Globo de Ouro do mesmo ano.

Essa transição de Jennifer, de uma excelente atriz em ascensão para uma referência feminina no cinema, também gerou forte influência para o seu destino no Universo X-Men. Seu papel como Mística em Primeira Classe, apesar de representar uma guinada utópica dentro do imaginário dos fãs de X-Men, ainda tinha em sua defesa o questionamento dos desdobramentos futuros da personagem na franquia.

Já em Dias de Um Futuro Esquecido (2014), após uma incontável fila de prêmios conquistados pela atriz nos anos que se antecederam a estreia da obra, sua personagem na franquia tomava um caminho mais definitivo. A guinada de principal antagonista a uma protagonista bondosa deu contornos mais suaves a Jennifer e um ferimento aos amantes do Universo 811 (Vulgo euzinho aqui) que esperavam, pela defesa do primor da lógica, ver Rachel Summers e a singularidade de seu poder telecinético em transportar mentes para o passado.

Jennifer Lawrence só volta à franquia se Fassbender e McAvoy também voltarem

Embora seja muito mais fácil alegar uma monocausa para a terrível experiência de Dias de Um Futuro Esquecido nos cinemas e questionar se Bryan Singer sangra, certamente a relevância de Jennifer e a construção no cinema de sua imagem como heroína teve boa relevância por conduzir um enredo amarrado como um cadarço por uma criança em sua primeira década de vida.

Singer, alias, teve a oportunidade de construir dois Universos X-Men nos cinemas e o fez de forma desastrosa. Dentro dessa transição, tanto na ideia que vem se constituindo quanto a escolha do elenco são facilmente questionadas. É certo que os fãs de X-Men preferem Rebecca Romijn como Mística pela sua fidelidade, mesmo Jennifer sendo uma referência mundial.

Muitas vezes um ou outro fã mais exaltado questiona, não por outra questão que não seja a defesa da atriz, que nada tem haver com a péssima capacidade de produtores, roteiristas e do próprio Singer em desenvolver uma lógica positiva para seus personagens. Afinal de contas, ninguém questiona Anna Paquin por sua Vampira não saber voar, não é?

Essa transição deixa uma lacuna enorme para Jennifer em sua Mística, afinal, atores como Patrick Stewart e Ian McKellen não fazem mais parte do futuro da franquia, os novos atores tem muito menos relevância midiática que a própria Jennifer. O que esperar desse universo utópico e descaracterizado? Cabe agora muito mais ao protagonismo da atriz a responsabilidade por X-Men: Apocalipse? Eis a questão.

Crítica | X-Men: Apocalipse

Publicidade