Logan | Com Wolverine deteriorado, trailer conquista pela emoção; veja análise

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A julgar apenas pelas fotos lançadas pela produção diretor e astro de Logan, terceiro e último filme solo do Wolverine para a franquia X-Men, este que vos fala estava quase esperando um filme de horror sombrio, possivelmente em preto e branco, passado em um cenário desolador, com uma trama ainda mais. Não é o que vimos, no entanto, no primeiro trailer, lançado nesta quinta-feira (20).

A prévia do filme de James Mangold, que também dirigiu Wolverine: Imortal (2013), aventura anterior do mutante, mostra que a nova obra, feita para encerrar o tempo de Hugh Jackman no papel 17 anos depois de X-Men – O Filme (2000), será uma história de ternura. É sério. Sangue, ação, cenário quase apocalíptico… mas também muita vulnerabilidade.

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A ideia com o novo filme parece ser humanizar o Wolverine de forma mais enfática. O corpo cheio de cicatrizes, a fundamental solidão após a aparente morte de seus colegas de X-Men, o estado debilidade do Professor Xavier, de quem Logan parece cuidar… ele não é mais essa figura misteriosa dos faroestes, um Clint Eastwood mutante. Pelo contrário, é como um velho amigo que vemos deteriorar a nossa frente – no fundo dos olhos, ele ainda é o mesmo, mas por fora não.

Cor e emoção

A fotografia de Logan chega com tons mais claros do que era de se esperar. O mundo apocalíptico de Mangold e do diretor de fotografia John Mathieson (Gladiador) pinta sua desolação com cores “mudas”, mas não em sombras ou preto e branco. Um visual direto e exposto que pode favorecer as cenas de ação (vemos apenas pequenos flashes no trailer), mas comprometer a subjetividade de alguns momentos.

A força do filme parece estar em Jackman, que encarna seu personagem com familiaridade, mas também um senso muito agudo de despedida e emoções à flor da pele. Reconhecível e irreconhecível ao mesmo tempo, esse Logan tem o peso dos anos sobre ele, e Hugh Jackman, 48 anos, não quer esconder isso. O mesmo vale para Patrick Stewart, que surge flexionando seus músculos shakespearianos na pele de um Professor X vulnerável.

Quando a expectativa por Logan começou a aumentar alguns dias atrás, eu não esperaria estar escrevendo tudo isso sobre o último filme solo do Wolverine. Talvez seja o uso de “Hurt”, de Johnny Cash, uma canção bela e deprimente ao mesmo tempo, mas o trailer me conquistou pela emoção. As pequenas aparições de Laura (a clone do Wolverine que ele deve proteger), o vilão Donald Pierce e o aliado Caliban não são o foco da prévia, embora possam deixar os fãs em polvorosa nos próximos dias.

Logan, que chegará aos cinemas brasileiros em 2 de março de 2017, é muito mais sobre a verdade de Wolverine e sua alma do que qualquer outro dos filmes solo jamais ousou ser. Estilizações de lado, essa promete ser uma despedida regada à lágrimas.

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