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The Walking Dead retorna com seu episódio mais brutal e promessa de ano bem violento

ATENÇÃO PARA SPOILERS DA SÉRIE ABAIXO!!!

Antes de começar esta crítica, quero deixar claro que não gostei do final da temporada passada de The Walking Dead. Achei a introdução do Negan respeitável, porém, odiei a utilização do recurso do gancho para criar uma ansiedade imensa no público por meses até a nova temporada estrear, principalmente porque a série andou se apoiando bastante no recurso para segurar audiência na sexta temporada criando falsos ganchos sobre morte de protagonistas durante a trama.

Contudo, resolvi assistir a estreia desta sétima temporada de peito aberto; como mencionei, a escolha de Jeffrey Dean Morgan para o papel de Negan foi um ponto positivo e trouxe uma ameaça inesperada a ser enfrentada por Rick e companhia. Desta forma, chegamos a estreia do novo ano da série com o episódio “The Day Will Come When You Won’t Be”, que tinha a missão não só trazer uma resolução chocante sobre o destino de um dos personagens que morreria pelo instrumento mortal de Negan, Lucille, como também manter o interesse dos fãs em relação a série como um todo.

Após conferir o episódio, cheguei à conclusão que sim, valeu a pena esperar meses pela resolução da trama, porém, fica aquela sensação: e agora, como a série vai se superar depois de uma première tão brutal como esta? Vamos aos fatos: depois que Rick e seus amigos são cercados pelo grupo de Negan, a vida de todos ficam em risco quando são capturados pelos seus comparsas. A estrutura narrativa utilizada pelo diretor e showrunner Greg Nicotero é interessante, pois não funciona como uma sequência direta dos fatos, com a cena inicial acontecendo logo após a morte de um dos membros do grupo. O recurso pode até parecer enrolação, mas a verdade é que o roteiro assinado por Scott M. Gimble se preocupa em focar no seu principal personagem, Rick.

Um dos pontos positivos do final da sexta temporada foi exatamente trazer Negan para dentro da narrativa como forma de servir como um choque de realidade para Rick e seu bando. E a extensão dessa punição se dá nesta estreia, mostrando um Rick com espirito totalmente destruído, sem forças para tomar qualquer medida e lidar com tudo aquilo que estva acontecendo.

Com cortes rápido de cena, servindo como uma espécie de epifania para o personagem, somos levados exatamente ao ponto onde tínhamos parado na temporada anterior, com Negan pronto para matar um dos membros do grupo. A cena não deixa a desejar, é violenta, é suja, crua e causa o choque que se esperava em todos que assistem.

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A morte de Abraham foi algo especulado por muito tempo e acabou se confirmando, o personagem havia ganhado bastante atenção na reta final da temporada anterior e tudo indicava que ele seria uma das potenciais vítimas. Ao contrário das HQs, aqui os fatos acontecem de forma diferente, porém, acabam por seguir o mesmo rumo no final das contas.

Tudo se resume às atitudes de Rick e principalmente causar uma boa primeira impressão como Negan mencionou no início do episódio. Mais uma vez deve-se elogiar a atuação de Jeffrey Dean Morgan, o ator consegue construir um vilão extremamente odiável e absurdamente detestável, expressões sádicas, atitudes absurdas e imprevisíveis.

Falando em imprevisibilidade, o maior trunfo aqui foi seguir o curso e eliminar Glenn quase logo depois da morte de Abraham, a reviravolta foi totalmente inesperada, uma vez que já tinham eliminado um membro do elenco regular. Steve Yuen é um dos remanescentes do elenco original da primeira temporada e vê-lo partir de uma forma tão chocante e fria chega a ser insuportável de assistir – definitivamente o momento mais aterrorizante do episódio.

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A narrativa é esperta em fazer o público sentir cada segundo de sofrimento vivido por Rick e seu grupo; você sente o medo, o choque e a tensão pelo olhos de cada um, seja Megan, seja Carl, seja Michonne, ou Daryl, todos impotentes e totalmente incapacitados de realizar qualquer ação contra contra Negan e seu bando.

O ato final de Negan em conseguir fazer Rick finalmente obedecer suas ordens quase levou Carl a perder um braço, porém, fica claro que os roteiristas seguraram a mão, pois haviam causado danos o suficiente para uma premiere só. No final das contas, os sete meses de espera valeram a pena: The Walking Dead retornou extremamente bem, mas ainda tenho receio sobre a consistência do resto da temporada. No entanto, com um vilão como Negan à frente de tudo, e Rick tentando se recuperar para destruí-lo futuramente, retiram qualquer receio ainda mais com todo potencial demonstrado neste primeiro episódio.

A série trouxe um de seus melhores episódios até o momento, com uma boa direção, ótimas atuações, desfechos instigantes e decisivos que irão repercutir por todo o sétimo ano, porém, o maior trunfo do seriado até o momento se chama Jeffrey Dean Morgan, pois Negan é o melhor vilão introduzido na série até agora e promete trazer grandes momentos para trama daqui para frente.

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