Pequeno Segredo | Marcello Antony diz defender doação de sangue de homossexuais

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Por Emílio Faustino

Pequeno Segredo, filme candidato do Brasil a uma vaga no Oscar 2017 de Melhor Filme Estrangeiro, chega nesta quinta-feira (10) aos cinemas brasileiros, e o Observatório do Cinema conversou com os astros do drama, Marcello Antony e Júlia Lemmertz.

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A trama leva às salas uma história real, vivida pela própria família do diretor do filme, David Schürmann, que adotou uma menina soropositiva durante suas viagens de barco ao redor do mundo.

Crítica | Pequeno Segredo

Um dos pontos altos da entrevista foi o questionamento feito sobre a questão da norma que proibe a doação de sangue por homossexuais, uma vez que uma das personagens contrai HIV por meio de transfusão logo no inicio da trama.

Para quem não sabe, no Brasil, a restrição está expressa na portaria 158/2016, do Ministério da Saúde, e na Resolução 43/2014, da Anvisa, as quais incluem na lista de 12 meses sem poder doar tanto os “homens que tiveram relações sexuais com outros homens”, como as “parceiras sexuais” desses.

Marcello Antony e Júlia Lemmertz classificaram a medida como “absurda e preconceituosa”.

Antony foi ainda além e afirmou que o verdadeiro grupo de risco está no congresso, em uma menção clara aos políticos conservadores.

Confira a nossa entrevista exclusiva:

O filme permeia a questão do HIV, inclusive uma das personagens contrai o vírus em uma transfusão de sangue. No Brasil os homossexuais são proibidos de doarem sangue, o que vocês pensam sobre isso?

Marcello Antony: Um absurdo.

Júlia Lemmertz: Um atestado de preconceito bárbaro.

Marcello Antony: Eles deveriam avaliar o sangue e não a orientação sexual. Pra muita gente, o Congresso é um grupo de risco.

Júlia Lemmertz em cena de Pequeno Segredo

De tantas mensagens que o filme passa, qual que você acha que vai mais tocar as pessoas e que dá para extrair do filme?

Júlia Lemmertz: É uma história de amor, amizade, generosidade, amor incondicional, isso tudo engloba o amor em todas suas formas. É por causa do amor que eles aceitaram acolher essa menina e cuidar dela como filha e peitar uma situação extremamente delicada de uma criança doente com o vírus do HIV, numa época em que o tratamento ainda estava no começo e o preconceito era bárbaro e que era uma sentença de morte ter uma doença como essa. Eles lidaram com todas as possibilidades mais difíceis e ruins e superaram isso. Definitivamente é um filme sobre amor, sobre olhar para o outo e acolher.

Na coletiva de imprensa do filme, você revelou que 40% das suas cenas foram cortadas, como você reagiu quando soube disso?

Marcello Antony: Eu lidei de uma maneira muito positiva porque eu entendo o processo cinematográfico hoje em dia, é um processo que está na mão do diretor e ele tem opções pra fazer. E na realidade é uma história de amor muito bonita, eu sabia a dimensão do meu personagem, sabia a dimensão de todos os personagens. Alguns poderiam se incomodar por não ter as grandes falas, por não ser o protagonista, mas a gente tem que ter uma maturidade pra saber que o mundo não gira em torno do nosso umbigo.

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