Crítica | Terceira temporada de The Flash dá uma nova perspectiva para a série

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ESTE TEXTO CONTÉM SPOILERS DA TERCEIRA TEMPORADA DE THE FLASH!

Quando a segunda temporada de The Flash terminou com Barry Allen (Grant Gustin) voltando ao passado e salvando sua mãe do Flash Reverso (Matt Letscher), tudo indicava que os próximos episódios da série mudariam completamente o que ela havia apresentado até o momento.

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Entretanto, o primeiro capítulo dessa nova vida do velocista parecia concluir o problema na linha temporal que ele havia criado ao mudar o passado, limitando, assim, todo o potencial que a história tinha. Apesar disso, as consequências dos atos do herói se mostraram o elemento principal desenvolvido pelos produtores Andrew Kreisberg, Geoff Johns e Greg Berlanti, trazendo com isso uma perspectiva nova para um programa que se encaminhava para uma narrativa de repetições.

Na trama da terceira temporada, Barry Allen cria uma linha temporal, chamada de “Flashpoint” (Ponto de Ignição, em português), em que sua mãe não morreu, o que também traz as consequências dele nunca ter sido criado por Joe West (Jesse L. Martin), assim nunca se aproximou da paixão de sua vida, Iris West (Candice Patton). Em Flashpoint, ele também não é o herói de Central City, que tem o jovem Wally West (Keiynan Lonsdale) como vigilante da cidade. Tudo parece tranquilo nessa nova perspectiva de vida para Barry Allen, até o momento que ele percebe que memórias de sua vida antiga estão indo embora porque elas não poderiam existir em tal realidade. Para que ele não perca tudo que teve de mais importante em sua vida, a única opção de salvação é permitir que o Flash Reverso assassine sua mãe.

A partir daí, a realidade volta a ser a que conhecíamos desde o começo, mas com mudanças drásticas causadas pela criação de Flashpoint. O irmão de Cisco Ramon (Carlos Valdes) está morto, Caitlin Snow (Danielle Panabaker) ganha poderes iguais aos da Nevasca, Jesse Wells (Violett Beane) se torna uma velocista, a Jesse Quick, e os que eram meta-humanos na realidade paralela começam a ter desejos por seus poderes antigos, graças aos sussurros do vilão Alquimia. Além disso, Barry ainda tem que dividir seu laboratório de pesquisas na polícia com Julian (Tom Felton), um especialista em meta-humanos que não gosta nenhum pouco do protagonista.

Um dos grandes acertos ao levar Flashpoint para a televisão é permitir novas possibilidades de atuação para os atores. Carlos Valdes pode interpretar uma versão mesquinha e egocêntrica na realidade paralela. Quando o verdadeiro Cisco voltou, ele ainda ganhou o peso de dramaticidade que antes não possuía, já que seu irmão havia morrido devido à mudança que seu melhor amigo havia causado. Assim como o personagem mais nerd do programa, Caitlin Snow teve parte de sua personalidade modificada no decorrer dos episódios por causa dos poderes gélidos que ela adquiriu. No sétimo episódio, ela é o foco da trama e um dos grandes acertos, pois mostra todo o potencial que a versão vilanesca dela possui, mas não apaga o que há de tão positivo na cientista que tornou-se fundamental para o time de Barry Allen.

Apesar disso, ainda há algo que a série não consegue mudar: o vilão velocista que é mais rápido que o herói da história. Dessa vez, Savitar é o opositor do vigilante de Central City, mas ele diverge dos inimigos anteriores, tanto em questão de poder quanto em visual. Feito completamente por efeitos especiais, ele é o primeiro ser a ganhar poderes pela Força de Aceleração, assim dando ares de divindade a ele. Mesmo que os episódios sempre tenham uma grande quantia de efeitos, e quase todos de boa qualidade para os recursos televisivos, Savitar parece um grande exagero, capaz de destoar até mesmo de quando os velocistas estão em suas corridas cheias de raios.

Savitar em The Flash

Mesmo com alguns problemas de repetição narrativa, o roteiro também trouxe de volta um grande dilema das histórias do herói: como lidar com passado e futuro? Barry Allen causou todos os problemas nesta linha temporal porque decidiu que salvaria sua mãe da morte e no último episódio do ano, “The Present”, ele presencia a morte de uma pessoa querida no futuro. Fazer com que o protagonista não saiba como agir em relação ao que o tempo pode representar para ele e seus amigos sempre foi um diferencial nas tramas do velocista, principalmente quando reintroduziram o futuro destacado no jornal de Central City sobre o desaparecimento do herói durante o crossover “Invasion”.

The Flash continua sendo a série televisiva com mais características das histórias em quadrinhos. Ela se mantém divertida, intrigante e importante para o Universo DC na televisão. Com a criação de Flashpoint, ficou claro como o personagem tornou-se o principal herói da CW, assim colocando a trama da série como a mais impactante para as outras produções (Legends of Tomorrow, Arrow e Supergirl). No próximo ano, já está confirmado um crossover musical com a heroína kryptoniana e o confronto do Flash Reverso versus os tripulantes da Waverider. Agora resta torcer para que o hiato seja tão rápido quanto o homem mais rápido vivo.

Jay Garrick terá maior destaque na segunda metade da temporada

The Flash volta a ser exibida nos EUA em 17 de janeiro. No Brasil, os episódios são transmitidos pela Warner Channel, toda às quintas-feiras, às 22h30.

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