Artigo | Como será o futuro de House of Cards sem Kevin Spacey?

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A descoberta dos abusos sexuais cometidos por Kevin Spacey quebrou a internet nos últimos dias e iniciou o rápido desmoronamento da carreira do ator, um dos astros mais admirados e mais bem pagos da indústria do cinema norte-americano.

Como consequência, Spacey foi demitido pela Netflix da produção de House of Cards e teve o lançamento de Gore, telefilme que estrelou e produziu para a Netflix (e já estava em fase de pós-produção!), cancelado. A produtora responsável pela série, na verdade, é a MRC, (a Netflix banca e exibe o material) que recebeu o alerta de que se quiser continuar com o Spacey na trama não terá mais vínculo com a empresa de streaming. Ou seja, a série perderá financiamento ou perderá seu protagonista, temos que aguardar para saber qual destino reserva a ela.

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Horas após o primeiro escândalo envolvendo Kevin, a Netflix anunciou que a sexta temporada de House of Cards (que já estava em produção) seria a última e que essa era uma decisão tomada antes mesmo de todo esse episódio acontecer. Por uma imensa ironia do destino a queda de Spacey coincidiu com a queda de Frank Underwood e por causa disso algo precisa ser levado em conta: Frank não é mais um peça chave na atração.

No último episódio, ele passa a ser um mero peão nas mãos de Claire, que já demonstra desinteresse em mantê-lo ao seu lado, uma vez que a inimizade de ambos já vem sido alimentada desde a terceira temporada. O quinto ano da série recebeu duras críticas quanto a forma com que levou o enredo. Muitos culparam a saída do criador da série para produzir um filme de uma plataforma concorrente. E embora isso pareça muito cruel, nome House of Cards recebeu muita atenção nos últimos dias e com a possível saída do protagonista seria uma péssima ideia cancelar a próxima temporada devido a tantas pontas soltas que o roteiro deixou, logo uma grande quantidade de pessoas gostaria de ver o que vai ser de House of Cards sem Spacey.

O que acontecerá com Claire presidente? LeAnn morreu de fato? Doug vai ficar do lado dos Underwood até o fim? Pretrov pode voltar e ser uma real ameaça? Os ataques terroristas vão continuar? Jane Davis vai finalmente revelar quais são suas intenções? Verdade seja dita que algo que House of Cards provou é que sempre há muito terreno a se trabalhar na política. O mais provável, e quem viu a última temporada certamente já teve esse pensamento, é que Frank morra nos primeiros episódios o que focará totalmente a trama em Claire, que já vinha ganhando muito destaque.

Se pensarmos que Frank morrerá na sexta temporada, uma das saídas para esse impasse seria eliminar o ex-presidente com um ataque terrorista, o que aqueceria a série e mostraria a verdadeira face de Claire em lidar com uma situação como essa, além de continuar com a proposta de implantar o caos no país. Porque se existe algo incômodo no quinto ano de HOC é seu insistente hábito de eliminar algo que não lhe é conveniente.

No entanto, Doug é um personagem com muitas camadas e com uma devoção doentia a Frank, uma guerra entre ele e Claire seria bastante viável, uma vez que o chefe de gabinete não descansaria até a morte de Claire. Ou, em um cenário mais político, levando em conta tudo que Stamper sabe sobre o casal presidencial, um união com os Conway pode ser possível. Isso tudo, claro, se conseguir se ver livre da condenação, caso a presidente não o absolva.

Aliás, Will Conway, após perder as eleições duas vezes, demonstrou um ar de demência e agressividade. Claire pode ser a responsável pela morte de Frank e incriminar Will por esse crime. Existem muitas possibilidades para a morte de Frank, mas o certo é que Claire Underwood é a nova presidente dos Estados Unidos e isso não deve mudar na sexta temporada, do contrário a série será ainda mais condenada do que em
seu último ano.

É seguro dizer que a sexta temporada de House of Cards não focará inteiramente em na morte de Frank, isso deve surgir simultaneamente com algum tipo de inimizade entre Claire e Jane Davis em meio a tumulto de fortes ameaças terroristas ao país, já as intenções dessa última não ficaram claras desde sua inserção na trama, o que se sabe é que esta teve muito contato com várias membros do círculo pessoal dos presidente e a vice presidente, incluindo Catherine Durant e o estrategista Mark Usher.

Claire sofre não só risco de morte, mas também de queda caso suas escolhas não apeteça ao Congresso e à pressão popular. Portanto nem a mesmo a sua sobrevivência é garantida nesse novo ano. A boa notícia é que o público gosta de Robin Wright e todos os envolvidos sabem disso, logo o seu iminente foco nesta temporada deve trazer algo focado em sua vida como a esposa de Frank Underwood e toda a sua estratégia para subir ao poder através disso. Pode ser uma etapa mais intimista para a personagem, no fato de ser uma mulher ocupando o maior cargo executivo do país e comandar a maior potência do mundo sem a sobra de Frank ao seu lado.

A série ainda tem fôlego para mais um ano e muito o que se trabalhar mesmo com a saída de um de seus protagonistas, mas antes de tudo é necessário saber se de fato os 13 próximos episódios serão mesmo realizados após o escândalo envolvendo Spacey.

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