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Crítica | One Strange Rock

A National Geographic traz para a telinha nesse sábado, em estreia mundial, a série documental One Strange Rock. O programa que vai ao ar às 22h30, no Brasil, promete chegar com novidades para o gênero. A série trará 10 episódios filmados em mais de 45 países com o intuito de aprofundar o conhecimento que temos sobre o nosso planeta e, para isso, não mediu esforços.

Com direção de Darren Aronofsky (Réquiem Para um Sonho, Cisne Negro, Mãe!), que é bastante perceptível, a série fascina pelo choque, quase que agressor, que causa. O diretor é notável durante todo o percurso, nos dando a impressão que estamos assistindo a uma espécie de Cosmos com poesia visual. Isso é amplificado, junto com a imagem, quando a série traz imersões ao micro, fazendo brincadeiras sensoriais interessantes com o telespectador, que com certeza ficará na esperança de mais oportunidades de ver o trabalho de Aronofsky nesses moldes. Mas seu grande destaque é justamente o macro.

Com imagens feitas diretamente do espaço, One Strange Rock encanta por trazer uma visão rara, que só quem teve foram aqueles que tiveram o prazer de estar orbitando a Terra por um tempo. E quem melhor do que eles para explicarem essas filmagens? É assim que o documentário entende, e traz várias participações de astronautas que já tiveram essa experiência. Seus depoimentos são tão interessantes quanto todo o assunto da série, o que faz desse documentário algo maior do que já vimos na televisão.

Will Smith é o apresentador e narrador do programa, e acaba, também, servindo como atrativo. É, entretanto, um atrativo falso, por assim dizer. Sim, ele está presente, com frequência, o que acaba sendo, de certa foram, um incômodo. É nítido que, por diversas vezes, seria mais interessante ver imagens e filmagens sobre o assunto do que closes do ator. Enquanto sua voz e participações cênicas poderiam ser facilmente substituídas pelos cosmonautas, como por vezes acabam sendo, seria injusto dizer que a escolha atrapalha em alguma coisa, o público pode sentir falta de algo mais focado.

Apesar de ser um programa para a televisão estadunidense (e isso fica óbvio, por exemplo, quando o tamanho da Amazônia é comparado ao Estado do Texas), o assunto abordado é de interesse mundial. O telespectador que estiver com saudade de Carl Sagan e David Attenborough deve gostar do programa, e os cinéfilos devem adorar poder curtir uma nova experiência  de Darren Aronofsky.

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