Crítica | Genius: Picasso

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Genius volta em sua segunda temporada com uma missão mais difícil do que em sua primeira temporada. Depois de Albert Einstein, Pablo Picasso foi o gênio escolhido para ter sua história contada. A série é tão confiante que, antes da estreia de sua segunda temporada, já anunciava uma terceira focada em Mary Shelley.

E não é à toa a confiança. Tecnicamente impecável, a produção é brilhante. É de se notar, não só nessa série, a qualidade da fotografia que está muito além de produções nacionais. Depois do trabalho bem feito na primeira temporada, não haveria muito como errar. O que ganha mais cor é a iluminação, que se adequa melhor as localidades da nova empreitada.

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O roteiro é maravilhoso. É claro que uma biografia de uma personalidade dessa estirpe acaba por recolher frutos de seu próprio tema, mas a conversa que a série propõe, questionando e instigando o espectador a se perguntar o que é arte é tanto interessante quanto atemporal, como são as obras de um artista verdadeiro, o caso de Picasso. Além disso, a série trabalha no passado sem usar o conceito de nostalgia, hoje amplamente abusado por diversas produções audiovisuais.

Se o roteiro peca em algo, deve-se a uma decisão pouco discutida nas produções originárias de países de língua inglesa. Ao trabalhar um artista espanhol, em locais como a França e a própria Espanha, a decisão de trabalhar o roteiro todo em inglês acaba por trazer uma dissonância junto com expressões e um humor nitidamente de origem inglesa, o que pode tirar a verossimilhança percebida pelo público mais exigente.

Antonio Banderas, o nome mais forte do elenco, acaba por ser o pior dos Pablos. A série é, acertadamente, trabalhada em uma ordem não cronológica. O jovem Alex Rich parece estar mais focado no personagem do que Banderas, que repete suas atuações e parece não conseguir sair delas há não ser que haja mão de Pedro Almodóvar. Se haverá maiores destaques, ainda é cedo para afirmar.

A trilha de Hans Zimmer é perceptível como acontece na maioria de seus trabalhos, e ajuda a abrilhantar a parte técnica da série. Para aqueles que querem ver uma discussão importante, e cada vez mais atual, a série deve satisfazer os desejos, além de não te obrigar a ver outras temporadas, o que só faz a série e a temporada em si ficarem mais fortes.

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