Crítica | The Resident – Piloto

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As séries de ambiente clínico, médico, hospitalar provocam interpretações e camadas exploratórias que podem diversificar diversas histórias, podendo fugir dos padrões ou se contentar com uma estrutura mais convencional. The Resident, nova produção da Fox, em seu primeiro episódio, encaminha-se para uma contemplativa análise da medicina moderna – em caráter acadêmico e funcional – e também sobre como ela é comportada com os avanços significativos da tecnologia. Entretanto, não será somente sobre a relação da medicina com seus avanços. É a convivência humana, a participação conveniente dos operadores e sobre os aspectos comuns da relevância, significância da vida.

Dr. Bell (Bruce Greenwood) é um cirurgião que está passando por uma transgressão. Ao mesmo tempo que já possui a experiência suficiente para entender como funciona a medicina em seu estado puro, lida com a constante renovação de sua equipe médica, que se atualiza com novatos. O “da vez” é o Dr. Devon Pravesh (Manish Dayal), que estará junto de seu residente, que foge de todas as convencionalidades possíveis: Conrad Hawkins (Matt Czuchry), pinta de badboy que não segue as regras aplicadas. O academicismo vs a inconveniência poderia render um contraste interessante na relação entre ambos, mas as divergências em excesso acabaram criando uma espécie de caricatura de ambos personagens.

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Em primeira instância, Conrad é mulherengo – no sentido problemático da palavra -, mas extremamente preocupado com seus pacientes, além de ser um médico inteligente. E pronto para dar um choque de realidade em Devon, o instigando a todo momento de que nada do que aprendeu em salas de aula será replicado no dia a dia do hospital, agora comandado pelo cirurgião Bell, que tenta emplacar uma tecnologia toda computadorizada de procedimentos cirúrgicos, operada pela Dr. Okafor (Shaunette Renée Wilson), uma médica promissora e competente, mas com um temperamento avaliado como… difícil.

O piloto investiga com um roteiro montado pelas ocorrências médicas a instigar toda uma concepção nova a partir de Devon. Nicolette Nevin é interpretada pela conhecida atriz Emily VanCamp, uma enfermeira também muito cuidadosa e com vasta experiência clínica. Ela teve um relacionamento amoroso com Conrad, no qual ele busca remediar a situação e tê-la de volta, mas sabes que encontraras muitas dificuldades em sair de seu próprio personagem detestável. No entanto, o piloto continua sua jornada em apresentar um choque intenso de realidade principalmente no estudioso porém inexperiente Dr. Parish. Obviamente que todas as percepções e achismos sobre a medicina são diariamente contrariadas. Especialmente em relação ao que pode ser feito em todas as medidas possíveis.

O tempo final do episódio contracena em como na verdade, Dr. Bell é um médico desatento em suas próprias inovações, além de estar sofrendo do que aparenta ser uma doença de mobilidade – Parkinson -, mas seu orgulho profissional está sempre maior do que propriamente as considerações assertivas dos procedimentos. Ao lidar com a máquina cirúrgica, o TITAN, no primeiro procedimento médico realizado por ela, resolve no entanto, desconsiderar a prioridade individual.

Em um promissor, mas preocupante início por conta da estabilização emocional dos personagens e por parecer necessitar dos eventos internos do ambiente para a história progredir, The Resident se assemelha ao gênero existente das séries médicas com incisivas cargas dramáticas e por isso, talvez não consiga sair desse especto. Precisa de uma dose de originalidade para sintetizar seu potencial em pontos diferencias.

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