Explicamos a linha do tempo de Vingadores: Ultimato

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 É TEMPO PARA SPOILERS!

Sempre que algum filme se propõe a discutir viagem no tempo, lembro-me da frase de Bruce Willis em Looper: Assassinos do Futuro. No filme de Rian Johnson, ele afirma que não se deve tentar entender viagem no tempo, ou do contrário ficariam “montando diagramas com canudinhos até o resto do dia”. Pois bem. Estamos aqui para pegar os canudinhos e tentar entender o que exatamente é a teoria de viagem no tempo em Vingadores: Ultimato, já que é consideravelmente diferente da maioria dos longas usados.

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De início, qual é o plano do filme? O Homem-Formiga avisa aos Vingadores que é possível encontrar uma passagem pelo espaço tempo continuum dentro do Reino Quântico, uma dimensão microscópica explorada nos filmes protagonizados por Paul Rudd. Scott Lang acredita que os heróis podem usar a dimensão quântica para voltar no tempo e encontrar uma forma de impedir ou reverter as ações de Thanos em Guerra Infinita. Batizada de “Assalto no Tempo”, a ideia é voltar para pontos específicos da linha do tempo do MCU e recuperar as Joias do Infinito antes que Thanos as colete.

Em certo ponto, Rhodey sugere que eles devam simplesmente voltar ao passado e matar Thanos quando ainda era um bebê. Porém, Nebulosa e Hulk explicam que o tempo não se comporta dessa forma, onde alterações no passado criariam uma nova linha temporal no futuro. Ultimato também dispensa a teoria do tempo ser relativo, onde acontecimentos do passado só acontecem graças a uma intervenção do futuro, criando um paradoxo. Basicamente, o fato de o futuro de um viajante estar no passado não altera o seu próprio passado… Ainda parece confuso? Bem, algumas aulinhas com Neil DeGrasse Tyson devem ajudar, mas o roteiro de Stephen McFeely e Christopher Markus não está exatamente interessado na forma como o tempo realmente funciona.

Tanto que a Anciã oferece um questionamento interessante para o Hulk quando ele tenta tomar a Joia do Tempo. Ela diz que entregar a Joia do Tempo para ele seria prejudicial para sua própria realidade, já que o tecido do espaço tempo continuum seria interrompido, gerando a Teoria dos Muito Mundos, que culminaria na criação de realidades alternativas sombrias. A contra-proposta de Bruce Banner é a de que as Joias podem ser devolvidas imediatamente depois que os Vingadores a usarem em sua missão, e mais: eles as devolveriam no exato instante em que foram tomadas pelos Vingadores no primeiro lugar, invalidando qualquer tipo de alteração naquela realidade.

No final do filme, o Capitão América é responsável por devolver todas as Joias (e o Mjolnir) a seus respectivos pontos na linha do tempo do MCU. Não vemos o herói devolvendo-as uma por uma, mas graças à índole do herói – e o fato de que não temos confusão na cronologia – acreditamos que todas elas foram devolvidas apropriadamente pelo Capitão. Mas com um grande porém. Ele jamais retorna ao passado, optando por ter uma vida ao lado de Peggy Carter na década de 1940, aparecendo de volta ao presente já envelhecido – sem o uso de viagem no tempo, ele simplesmente “aguardou”, e carrega consigo o escudo do Capitão América, agora inteiro.

Isso indica que, na realidade que Steve visitou, houveram duas versões dele mesmo. A versão de 1940 que foi congelado e subsequentemente descoberto pela SHIELD em 2012, e a nova versão do futuro. Só é curioso como Steve está de posse do escudo no presente. Teria ele recuperado de sua versão congelada? Ou Howard Stark simplesmente lhe fez um novo? Considerando que o tempo é imutável (afinal, a Nebulosa do futuro destrói o Paradoxo do Avô ao matar sua versão do passado) Steve pode ter feito o que achou melhor para garantir a segurança de seu bem precioso.

No mais, o estilo de viagem no tempo de Vingadores: Ultimato não é dos mais arriscados. Ele escolhe as soluções mais seguras e com menos riscos de provocar retcons ou a Teoria do Caos, evitando o Efeito Borboleta, apenas para transformar a linha do tempo em uma área de fácil acesso para seus personagens.

Vingadores: Ultimato está em exibição nos cinemas.

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