Cuidado! Contém spoilers de Game of Thrones!

O episódio mais recente de Game of Thrones deixou os fãs de Daenerys Targaryen revoltados. A Não-Queimada, Quebradora das Correntes e Mãe dos Dragões, se provou tão louca quanto seu pai, e destruiu boa parte de Porto Real.

A reviravolta não apenas transforma Dany em vilã, mas confirma algo que muitos fãs já haviam percebido com o temperamento e decisões da personagem: o destino dela era perder o controle. E se tornar a maior e mais impressionante vilã da série.


Origens

Claro que inicialmente, é fácil simpatizar e torcer pela personagem. Sua família foi deposta e morta. Os sobreviventes tiveram que fugir de Porto Real e viver escondidos da fúria do Rei Robert.

Em relação a Daenerys, a história é ainda mais trágica. Como Westeros é uma sociedade completamente patriarcal (com a exceção de Dorne), a garota sempre foi vista por seu irmão Viserys como um produto, pronto para ser trocado por um exército ou aliança.

Ela foi estuprada por Khal Drogo, e mesmo tomando controle do exército Dothraki após a morte do marido, o trauma deixou cicatrizes profundas em seu estado emocional.

No entanto, todas as tragédias da vida de Daenerys não escondem o fato dela ser obcecada com o Trono de Ferro.

Ganância e Violência

Daenerys sempre defendeu a ideia de que o Trono de Ferro era seu por direito. Ela juntou um exército Dothraki, um dos povos mais ferozes em batalha, prometendo destruir cidades inteiras com Fogo e Sangue. Agora que ela cumpriu sua promessa, muitos estranharam sua crueldade.

A ganância sempre foi a principal motivadora das ações de Daenerys. É claro que, por um tempo, ela deixou suas ambições de lado para libertar escravos e dar uma vida melhor para o povo da Baía dos Dragões. Porém, até mesmo nessa época, ela mantinha o mesmo temperamento esquentado e dificuldade de aceitar conselhos.

O governo de Daenerys em Meereen não foi lá grandes coisas e deixou a cidade em um estado terrível, porém sem escravidão, o que foi uma coisa boa.

A Rainha das Cinzas

Na oitava e última temporada de Game of Thrones, o lado mais obscuro da personagem voltou aos holofotes. A execução de Varys diz tudo. Ela silencia o Eunuco para impedir que ele contasse para alguém a verdade sobre a identidade de Jon Snow. Tyrion poderia ter sofrido o mesmo destino, se não tivesse a alertado sobre os planos de Varys antes.

Com a perda de grande parte de seu exército na Batalha de Winterfell, a morte de dois de seus dragões, e a ausência de Missandei e Jorah Mormont, dois de seus conselheiros mais confiáveis, Daenerys retomou seus planos antigos de fez chover fogo sobre Porto Real.

Muitos consideraram a atitude de Dany não condiz com sua personagem. Porém, desde o início da série, várias pistas apontavam para o iminente final.

Daenerys nunca foi conhecida por sua piedade, compaixão ou habilidade de ouvir. Ela libertou os escravos (e com eles conseguiu parte de seu exército), mas apenas para se estabelecer como uma força militar importante e provar que conseguiria dominar Westeros no futuro.

Muitos fãs preferem fechar os olhos do que encarar a verdade sobre Daenerys: ela sempre agiu como juíza, júri e executora. Daenerys conseguiu libertar muita gente, mas seus atos de bondade foram praticados sob circunstâncias completamente diferentes.

Daenerys finalmente se tornou o Dragão que Olenna Tyrell a aconselhou a ser. Ao invés de conquistar o coração do povo, ela tomou a cidade e se estabeleceu como rainha, vencendo pelo medo e pela violência. Agora, resta saber por quanto tempo ela vai conseguir manter sua posição.

A oitava e última temporada de Game of Thrones está focando na luta final pelo Trono de Ferro. Os episódios são disponibilizados no Brasil pela emissora e pelo serviço HBO GO simultaneamente à exibição nos Estados Unidos.

Além da oitava e última temporada, a HBO já está planejando a produção de série derivadas de Game of Thrones, uma delas estrelada por Naomi Watts, ainda sem data de estreia.

A temporada final de Game of Thrones está em exibição na HBO.