No Star Wars Day, saiba por que você deve dar uma segunda chance para a trilogia da Disney

Publicadohá pouco tempo
Publicidade

Carregando...

Não foi possível carregar anúncio

Eu realmente não achei que precisasse estar escrevendo este artigo. Não achei que a nova fase de Star Wars na Disney precisaria de algum tipo de defesa, afinal representam o melhor que a saga já apresentou em muito tempo no cinema, mas aqui estamos nós; já que é difícil de agradar a todos e hoje é o Star Wars Day.  Por que a nova trilogia da Disney merece uma segunda chance?

Eu nem sabia que precisaria de uma segunda, já que fui conquistado logo de primeira…

Continua depois da publicidade

Carregando...

Não foi possível carregar anúncio

A saga retornou em 2015, quando J.J. Abrams lançou Star Wars: O Despertar da Força. O filme quebrou recordes de bilheteria e abocanhou ótimas críticas, mas havia uma reclamação em comum: a trama era similar demais com a estrutura de Uma Nova Esperança, algo que o próprio Abrams admitiu posteriormente. É um demérito, sim, mas em prol de uma boa causa: reaproximar o público com o Star Wars raiz, que foi apresentado ao mundo em 1977. Era necessário um retorno às origens após a radicalmente diferente trilogia prelúdio com A Ameaça Fantasma, Ataque dos Clones e A Vingança dos Sith. Considerando que os filmes foram decepções para a crítica e a maioria dos fãs veteranos (mas não deste que vos escreve), Star Wars precisava ser “salvo” nos cinemas.

Além disso, O Despertar da Força trouxe algo que estava em falta na franquia: talento cinematográfico. O Episódio VII trouxe um elenco formidável de uma nova geração, que deram vida a alguns dos personagens mais carismáticos da saga: Daisy Ridley, John Boyega, Adam Driver e Oscar Isaac foram todos catapultados ao estrelato, e garantem um sopro de ar fresco após os prelúdios contarem com atores ruins e estrelas com potencial desperdiçado – o próprio George Lucas já deixou claro que direção de atores não é seu forte. Aqui, os personagens voltaram a importar, principalmente por olhar para uma das figuras mais anônimas e icônicas da franquia – o Stormtrooper – e lhe oferecer um peso dramático original e estimulante.

E Abrams é um diretor apaixonado. O diretor voltou às raízes cinematográficas e apostou em locações reais, efeitos especiais práticos e até retomou a película 35mm na fotografia. É um filme ágil e inteligente do ponto de vista do espetáculo, e que conta com um ritmo sobrenatural graças à montagem de Maryann Brandon e Mary Jo Markey – merecidamente indicadas ao Oscar por seu trabalho. A fotografia de Dan Mindel também explora a iluminação dos sabres de luz uma maneira nunca antes vista na saga, criando duelos intimistas e esteticamente belos. Portanto, ainda que tenha um pé no passado, O Despertar da Força não deixa de olhar para o futuro, tanto no quesito artístico quanto na decisão de colocar uma mulher à frente da franquia.

Eis que chegamos a Os Últimos Jedi e a bomba explode. Se o Episódio VII era familiar e convencional demais, Rian Johnson virou a galáxia de ponta cabeça com o subversivo Episódio VIII – e por algum motivo, parcela do público se demonstrou insatisfeita com o resultado. Nem vou levar em consideração as opiniões misóginas e sexistas acerca de Os Últimos Jedi (que não são poucas, infelizmente), mas sim defender as escolhas de Johnson como cineasta. O diretor e roteirista partiu da ideia de abandonar tradições e iniciar algo novo com Star Wars; explicando porque Luke Skywalker atira seu sabre para longe logo no começo do filme, ou porque Kylo Ren esmaga seu capacete inspirado em Darth Vader ou até mesmo porque o suposto grande vilão, Snoke, se mostra como um elemento descartável antes do fim do longa.

São todas decisões que respeitam a temática do filme e ainda o tornam mais empolgante e imprevisível. Não apenas como pontos de roteiro, mas também deslumbrantes imagens que Johnson foi capaz de produzir ao lado do diretor de fotografia Steven Yeudlin. Arrisco a dizer que Rian Johnson seja o diretor mais talentoso que já trabalhou na franquia, trazendo enquadramentos ousados e intimistas, do tipo que nunca haviam sido nem arriscados em qualquer um dos outros filmes. Claro, a visão de George Lucas no primeiríssimo Star Wars não pode ser subestimada, mas o que Johnson faz em Os Últimos Jedi eleva Star Wars a algo muito mais estimulante e belíssimo, trazendo todas as referências ao cinema japonês que Lucas tanto preza.

O que nos leva à antecipação de A Ascensão Skywalker, que promete ser o episódio derradeiro da saga principal nos cinemas. J.J. Abrams está de volta e promete fazer um filme definitivo que amarre todos os anteriores, o que é diferente da proposta de Johnson de “deixar o passado morrer”, mas que pode mostrar-se sensato na proposta de ser um ultimato.

No fim, a trilogia da Disney merece destaque e elogios por sua execução. É um primor nos quesitos técnicos e elenco, e trata Star Wars de forma saudosa ao lidar com questões de legado, superação e reconstrução.

A trilogia chega ao fim com Star Wars: A Ascensão Skywalker, que chega aos cinemas em 19 de dezembro.

Publicidade

Carregando...

Não foi possível carregar anúncio