Vingadores: Ultimato trouxe um encerramento para diversas fases e heróis do Universo Cinematográfico da Marvel Studios, com o destaque evidente indo para Homem de Ferro e Capitão América. O primeiro morreu ao fazer um sacrifício para salvar o universo, e o segundo agora é um homem idoso que passou seu legado para um aliado mais jovem e disposto. Como a Marvel seguirá sem os dois?

Desde o início dessa Fase 3, Kevin Feige já vinha alertado que os novos personagens dominariam o MCU, e que os heróis do passado eventualmente ficariam para trás. É justamente por isso que a franquia constantemente introduz novos heróis, como Capitã Marvel, Pantera Negra e os Guardiões da Galáxia, e o espectador lentamente vai aprendendo a se acostumar com novas figuras.

Legados de Ferro e Patriota

Tanto o Homem de Ferro quanto Capitão América podem continuar “vivos” através de outros personagens. Especialmente o Capitão, já que o velho Steve Rogers passou seu escudo de vibranium para Sam Wilson, o Falcão, que deve se tornar o novo Capitão América a partir da vindoura série do Disney+ – Falcão e Soldado Invernal. Não é difícil imaginar Anthony Mackie liderando sua própria série de filmes na pele do Bandeiroso, e a Marvel deve aproveitar essa ideia em vindouros projetos de seu universo compartilhado pós-Vingadores: Ultimato.


E nada impede que Steve Rogers tenha algum tipo de participação. Por mais que Chris Evans tenha encerrado seu contrato com a Marvel, podemos esperar algum tipo de aparição ou cameo, seja no cinema ou na série do Disney+. Além do mais, não sabemos que outras alterações o herói fez no passado durante sua viagem no tempo, então é possível que o Capitão apareça em algum flashback ou menção especial.

Quanto a Tony Stark, sua família ainda tem muitas armaduras. Pepper Potts se tornou a Resgate no final de Vingadores: Ultimato, James Rhodes ainda é o Máquina de Combate, Harley Keener ainda está aprontando pelo MCU e até mesmo Morgan Stark pode se tornar importante no futuro. Mas a grande aposta em relação ao substituto do Vingador Dourado é mesmo o Homem-Aranha, não apenas por Parker fazer uso da Aranha de Ferro, mas pela própria proposta de Homem-Aranha: Longe de Casa – que brinca com a ideia do jovem assumir o posto do falecido Stark – e também pela própria popularidade do personagem.

O único fator que impede o Homem-Aranha de ser totalmente a nova cara do MCU, claro, é a Sony. O personagem faz parte dos filmes da Disney, mas ainda é propriedade da Sony Pictures, e o acordo entre os dois estúdios ainda precisa ser renovado após o lançamento de Longe de Casa – e com o sucesso de Venom nas bilheterias e aclamação de Homem-Aranha no Aranahverso no Oscar, não é como se a Sony estivesse precisando desesperadamente da exclusividade do Teioso novamente.

Representatividade e estrelas

Mas, claro, os fãs precisam estar abertos ao novo. Após Homem de Ferro e Capitão América, o MCU se viu apostando nas faces de Pantera Negra, Capitã Marvel, Doutor Estranho, Homem-Formiga e os filmes dos Guardiões da Galáxia. Todos heróis de um panteão menos popular dos quadrinhos, mas que fizeram fãs em suas participações no cinema, e prometem pavimentar o caminho da Marvel no futuro.

Em especial, Pantera Negra e Capitã Marvel. Não só por ambos trazerem o aspecto da representatividade, mas também pelo sucesso estrondoso que fizeram. São os únicos filmes de heróis solo do MCU (excluindo os do Homem de Ferro e Capitão América) a cruzar a marca de US$1 bilhão nas bilheterias, e o sucesso do Pantera foi ainda maior: é o único filme de super-heróis a ser indicado a Melhor Filme no Oscar, e a Marvel certamente não vai tratar T’Challa como só mais um herói da lista de chamada. E o sucesso da representatividade também resultará em Shang-Chi, primeiro super-herói asiático da Marvel, que almeja repetir o sucesso de Podres de Ricos – longa da Warner em 2018 que se destacou pelo elenco inteiramente asiático.

Há também o fato de que, cada vez mais, o MCU se aprofunda na fantasia cósmica. Guardiões da Galáxia abriu essa porta, que foi cruzada também por Thor: Ragnarok, Vingadores: Guerra Infinita, Capitã Marvel e também para o vindouro filme dos Eternos, que deve ser lançado no próximo ano.

Seja lá qual seja o caminho encontrado pela Marvel, a realidade é que o universo é maior do que Homem de Ferro e Capitão América. A passagem dos heróis jamais será esquecida e deixada de ser honrada, mas pode ser superada com novidades empolgantes.