Com uma década de continuidade, o MCU tinha um desafio e tanto na trama de Vingadores: Ultimato: introduzir o conceito da viagem no tempo sem deixar furos no roteiro e contradições nos filmes anteriores.

O filme conseguiu uma solução simples e elegante, com o Capitão América retornando ao passado no final e deixando as linhas do tempo como estavam em seus respectivos universos.

Mesmo assim, os fãs conseguiram encontrar algumas inconsistências na trama do filme, e esses furos podem prejudicar (e muito) o futuro do MCU. Mas nem tudo está perdido: a Fase 4 tem a chance de consertar todos esses ditos erros.


Salto temporal

Com o salto temporal de 5 anos após o estalo de Thanos, o MCU transfere sua história para o ano de 2023. Para a estrategia funcionar nos futuros filmes e séries, a Marvel tem que tomar cuidado para não referenciar a cultura pop do ano atual, que pode parecer sem lugar e antiguada 5 anos depois.

Os detalhes, é claro, podem ser ignorado em função do entretenimento maior. Mas acumulando-se durante os anos, esses detalhes podem formar uma verdadeira bola de neve.

https://www.youtube.com/watch?v=TcMBFSGVi1c&feature=youtu.be Avengers Endgame (screen grab) CR: Marvel Studios

Capitão América

Algumas das maiores dúvidas dos fãs da Marvel em Vingadores: Ultimato se referem à jornada do Capitão América após a derrota de Thanos. Em algum ponto do MCU, mais de um Steve Rogers estava presente no mundo?

Rogers decide ficar no passado e permanecer com Peggy Carter ao invés de retornar ao futuro e lutar de novo com os Vingadores. Ele retorna no final como um idoso, e passa seu manto e escudo para Sam Wilson.

A escolha deixou fãs se perguntando sobre a existência de múltiplos heróis. Com a possibilidade, surge a opção de um ter substituído o outro em certo ponto do MCU. A decisão de Steve Rogers de não lutar em algumas das maiores tragédias do século XXI também pareceu estranha.

Loki

Outro ponto de polêmica em Vingadores: Ultimato é a escapada de Loki, que consegue pegar o Tesseract e desaparece no passado. O paradeiro do vilão será explorado na série solo Loki, que será exibida no Disney +.

A sinopse da série diz que Loki “usa o poder do Tesseract para viajar pela história humana e mudar eventos históricos”. Parece que os eventos da série vão se desenvolver em uma linha do tempo alternativa, o que pode piorar ainda a continuidade do MCU.

Estrategias

Por enquanto, a Marvel ainda não apresentou uma estrategia exata para solucionar essas dúvidas dos fãs. O filme da Viúva Negra será ambientado antes de Ultimato, o que não deve prejudicar no geral a continuidade da franquia.

Os Eternos também não deve influenciar de maneira importante a linha do tempo do MCU. Muito pelo contrário, o filme pode solucionar algumas das questões mais importantes do passado da saga. Como os personagens do filme são tecnicamente imortais, tempo pouco importa para eles.

O filme de Shang-Chi também não deve aproveitar muito nenhum ponto focal já estabelecido no MCU, apostando mais em uma história original e na introdução de novos personagens.

Dessa formas, os problemas com as linhas do tempo do MCU provavelmente serão resolvidos em Doutor Estranho no Multiverso da Loucura. O próprio título do filme promete lidar com o conceito do Multiverso e de realidades alternativas, em um enredo que deve cair como luva no personagem de Benedict Cumberbatch. Como Feiticeiro Supremo, ele tem a missão de manter as linhas do tempo do Multiverso intactas.

Foi sua predecessora, a Anciã, que explicou as mecânicas da proteção das linhas do tempo em Ultimato, e sem a Joia do Tempo, a tarefa de colocar o MCU de volta no rumo cairá sob o Doutor Estranho.

Se isso voltará o herói contra Loki, só o tempo dirá.