A Netflix anunciou na última segunda-feira, 16, que comprou os direitos da série Seinfeld, sitcom amada dos anos 90 e vencedora do Emmy. Por uma quantia que, segundo o The Los Angeles Time, “supera por muito os US$ 450 milhões pagos para ter The Office”, a Netflix poderá exibir os 180 episódios da série a partir de 2021.

Mas afinal, por que a Netflix decidiu pagar tão caro por apenas uma série? O que tem de tão especial em Seinfeld, além de ser de fato uma ótima série? O Digital Spy explicou tudo que há por trás da nova compra da Netflix.

Vale tudo isso?

Seinfeld é uma série divertida, com um humor inteligente e inovador. Enquanto foi exibida nos anos 90, a sitcom teve uma audiência sólida, chegando a atrair 22 milhões de espectadores para seu episódio final. Ainda assim, o fenômeno Seinfeld só mostrou sua verdadeira força depois do fim da série.


Quando Seinfeld teve seus direitos de exibição distribuídos para canais independentes em todo o mundo, a série lucrou impressionantes US$ 4 bilhões, o que fez com que os co-criadores, Larry David e Jerry Seinfeld enchessem seus bolsos de dinheiro.

Essa é a prova de que, assim como Friends e The Office, Seinfeld é uma série atemporal, ou seja, apesar de ser situada nos anos 90, a sitcom tem temas que interessam pessoas de todas as gerações. Adquirir Seinfeld é a maneira que a Netflix encontrou de reagir à saída de The Office – que vai para o Universal – e Friends – que vai integrar o catálogo do HBO Max em breve.

Conteúdo original ainda é forte na Netflix – Stranger Things comprova isso – e a plataforma já confirmou que deve investir US$ 8 bilhões em novas séries, mas os chamados “confort shows”, ou seja, séries clássicas de fácil consumo que podem ser assistidas a qualquer momento, ainda dão muito dinheiro.

Com Seinfeld, a Netflix vai rivalizar com seus concorrentes de igual pra igual – ou pelo menos vai tentar.

Seinfeld chega à Netflix em 2021.