O Coringa já teve várias versões diferentes nos quadrinhos, sendo algumas delas um tanto quanto estranhas – como na HQ Harleen.

A história, escrita e ilustrada por Stjepan Šejić, traz uma reimaginação para adultos da origem de Arlequina, mas também conta com um novo Coringa bem diferente.


A história

A história segue a jovem Arlequina como psicóloga ambiciosa no início de sua carreira. Ela está tentando apresentar um estudo comparativo dos prisioneiros da prisão de Arkham e da prisão de Blackgate, a fim de traçar as origens da psicopatia.

Embora sua linguagem e ideias sejam convincentes, o estudo parece não impressionar tanto quanto ela queria, levando-a a lamentar essa situação com um amigo em um bar.

O bar acaba sendo o epicentro de um ataque do Coringa, colocando-a cara a cara com o criminoso e sua arma. No entanto, ao invés de explodir seu rosto, o Coringa escolhe poupá-la.

Ele vê nos olhos de Arlequina que esse momento traumático a deixará pensando nele todas as noites para sempre.

Como Harley recebe maior acesso a Arkham, entrevistando os vários pacientes, ela se convence de que pode lidar com o mal do palhaço monstruoso. Enquanto isso, a história deixa claro que ela não tem chance contra essa monstruosidade encantadora.

Trauma

Apesar de não fazer nada particularmente hediondo ao longo da história (pelo menos, não comparado a outras histórias), o impacto de ficar cara a cara com o Coringa deixa Harley traumatizada.

Ela bebe para afogar a dor, evitando todos, menos o Coringa, em seu estudo sobre os pacientes de Arkham. Nos sonhos, Harley vê o vilão como um monstro completo, com uma risada demoníaca e uivante.

O impacto até de crimes menores parece mais potente e real quando são feitos por ele, afinal, a personagem passa por um transtorno de estresse pós-traumático.

Um Coringa sexy

O serial killer da vida real, Ted Bundy, tem muitas mulheres que o acham atraente. Apesar dos crimes de Bundy serem imperdoáveis ​​e perversos, algumas pessoas quase os ignoraram porque o agressor era alguém que eles admiravam e se sentiam atraídos fisicamente.

O que Šejić fez tão bem em toda a sua arte foi criar um Coringa visualmente bonito, sexy e deslumbrante. Apesar de sua história de crimes violentos, o vilão parece sedutor e atraente. É difícil imaginá-lo tão bonito nas ruas, mas, infelizmente, ele é.

Quase esquecemos que o Coringa é capaz dessa violência devido ao tempo gasto mostrando seu comportamento calmo e atraente.

Embora seus crimes sejam muito poucos nesta primeira edição, ele permanece assustador porque as ações parecem muito improváveis vindas de um alguém tão bonito.

O que torna isso ainda mais extremo é como o Coringa aparece nos pesadelos traumatizados de Harley. Ele é uma caricatura distorcida de si mesmo, com seus traços perfeitos se tornando tão exagerados que se tornam demoníacos.

A personificação do mal

A história não se contenta apenas em apresentar o Coringa como uma ameaça por conta própria, e aborda o tópico do mal como um conceito.

Gotham está prestes a explodir, com pessoas torcendo pela violência do Batman e, ao mesmo tempo, tratando os crimes do Coringa como um espetáculo.

Uma perspectiva interessante é a de Harvey Dent, que diz a Harley para encerrar sua pesquisa porque a reabilitação, segundo ele, é impossível, já que todos os criminosos têm duas caras.

Isso está relacionado à bela versão do Coringa que vemos. Ele é, sob muitos aspectos, a ideia do mal em Gotham personificada. Ele é a loucura da multidão. Ele tem duas caras. Ele capitaliza esse entendimento das pessoas ao seu redor para cometer crimes cada vez maiores pelo espetáculo de tudo.

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