Explicamos a cronologia bagunçada de O Exterminador do Futuro

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ATENÇÃO: Contém spoilers de todos os filmes de O Exterminador do Futuro

Desde que estreou nos cinemas em 1984, a franquia O Exterminador do Futuro teve diferentes realidades, linhas do tempo e tentativas de reboots. Certamente estamos diante de uma das franquias mais confusas e incongruentes da história do cinema.

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Com o lançamento de Destino Sombrio nos cinemas, vamos parar, sentar e juntar canudinhos para tentar compreender as diferentes linhas do tempo e cronologias que a franquia já teve até então.

Confira abaixo.

Os originais (1984-2029)

Para todos os fãs devotos (e James Cameron), essa é a única cronologia que realmente importa na consideração. No primeiro filme, a Skynet envia um Exterminador para 1984 a fim de matar Sarah Connor, que daria luz a John Connor, futuro líder da resistência humana contra as máquinas na era apocalíptica de 2029 – cujos eventos foram iniciados após a rebelião de uma inteligência artificial em agosto de 1997, data que ficou conhecida como o Julgamento Final. Para impedir a máquina de matar, Connor envia o soldado Kyle Reese para proteger sua mãe – e o resultado é o amor entre os dois, que acaba culminando no concebimento de John. É o paradoxo do avô.

O segundo filme avança os eventos para 1995, onde John Connor é um adolescente e Sarah está presa em uma instituição psiquiátrica. A Skynet envia um segundo exterminador, agora o poderoso T-1000, para matar o futuro líder da resistência. A resistência rebate ao enviar um modelo T-800 reprogramado para proteger John, e os dois conseguem triunfar, sendo capazes também de evitar a criação da própria Skynet ao destruir os elementos que tornaram sua criação possível. Um final feliz, aparentemente.

O novo Julgamento Final (1984-2032)

Mesmo que a franquia tivesse encerrado sua trama com um lacinho, os eventos prosseguiram com A Rebelião das Máquinas, terceiro filme da saga. Nele, estamos em 2004 e John Connor segue solitário e sem se apegar a qualquer carreira ou relação. Novamente a Skynet vai a seu encalço, e também de sua futura esposa, Katherine Brewster. Com um modelo T-800 auxiliando, ele revela que os eventos do segundo filme serviram apenas para adiar o Julgamento Final, que acontecerá em 25 de julho de 2004.

John e Kate correm com o Exterminador para novamente tentarem destruir os computadores antes que eles se voltem contra a humanidade, mas é uma ação inútil. O Julgamento Final não pode ser evitado, e os mísseis nucleares começam a voar, dando início à Rebelião das Máquinas em uma das cenas finais mais devastadoras da franquia.

De Volta para o Futuro (1984-2018)

Com a franquia se esgotando da viagem no tempo, o Exterminador do Futuro concentra-se completamente na guerra futurista entre humanos e a Skynet no futuro. A ação vai para o ano de 2018, ainda levando em conta os eventos dos três primeiros filmes. Nesse período, John ainda não é o líder da Resistência, e se esforça para ganhar relevância entre os demais combatentes; ao passo em que a Skynet desenvolve o primeiro modelo do T-800.

WTF Gênesis (1984-2029), (2029-2017)

É aqui onde as coisas ficam bem complicadas. O quinto filme da saga trouxe uma tentativa bagunçada de reescrever a linha do tempo da franquia O Exterminador do Futuro, mas “destruindo” a original no processo.

A história começa no fim da guerra com a Skynet em 2029, onde a IA envia um Exterminador para 1984, a fim de matar Sarah Connor e impedir o nascimento de John. A Resistência contra-ataca enviando o soldado Kyle Reese para protegê-la, mas no processo, John é atacado e corrompido por uma manifestação física da Skynet. Kyle é enviado para uma versão alternativa de 1984, onde Sarah é protegida por Pops, uma versão envelhecida do T-800 que foi enviada quando ela ainda tinha 9 anos. Juntos, eles destroem o T-800 enviado pela Skynet no começo do filme.

Porém, o grupo percebe que a Skynet não se tornará ativa em 1997, como sempre foi estabelecido na cronologia original, mas agora foi transferida para 2015; com o lançamento do aplicativo Gênesis. Sarah e Pops constroem uma máquina do tempo (sim) que os permite avançar no tempo, em uma tentativa de impedir o lançamento da inteligência artificial.

Ou seja, nessa cronologia, todos os eventos anteriores são apagados. A ideia do estúdio era iniciar uma nova trilogia, mas felizmente esses planos foram abandonados após a péssima recepção do filme.

Um novo Destino Sombrio (1984-2019)

Lá vamos nós novamente. O sexto filme da saga traz James Cameron de volta no roteiro e produção, e vamos esquecer tudo o que aconteceu na franquia após O Julgamento final; os filmes 3, 4 e 5 foram apagados. A trama de Destino Sombrio começa alguns meses após o final do segundo filme, onde John Connor é brutalmente assassinado por um exterminador T-800, para total desespero de Sarah.

Os anos avançam e estamos em 2019. Agora, não temos mais a ameaça da Skynet ou a resistência humana para combatê-la. A jovem Daniela Torres é colocada na mira da inteligência artificial que atende por Legião, enviando o mortal Rev-9 para exterminá-la; ao passo em que a humana aprimorada Grace é incumbida de protegê-la.

Ainda não ficou claro como a Legião surgiu, tampouco qual foi o efeito que a morte de John teve na “evolução” da Skynet nesse novo sistema.

O Exterminador do Futuro: Destino Sombrio está em exibição nos cinemas brasileiros.

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