Neste domingo (8), algumas horas antes de tomarem o palco na Comic Con Experience 2019, Gal Gadot e a diretora Patty Jenkins compareceram a uma coletiva de imprensa para falar sobre o aguardado Mulher-Maravilha 1984, que continua o sucesso de um dos longas mais elogiados da DC.

Em um bate papo muito simpático, as duas falaram sobre a responsabilidade de fazer um filme tão bom quanto o primeiro, e também sobre como algumas das ideias na continuação sempre estiveram no planejamento – quando o filme de 2017 ainda era gravado. Para Gadot, foi especialmente tocante, com a atriz afirmando que o novo filme possui uma cena específica lhe tocou por trazer um momento que raramente as mulheres têm no cinema de ação, e que a levou às lágrimas.

“Para um ator, sempre é estranho assistir seus próprios filmes, porque você sempre fica julgando e percebendo o quão nervoso estava. A primeira vez que eu assisti Mulher-Maravilha 1984 – e era o primeiro corte – eu esqueci que a protagonista era eu. Eu lembro de ler o roteiro milhões de vezes, filmar por 8 meses e de uma hora para outra todas as peças estavam se encaixando… Eu liguei para a Patty chorando. Foi uma reação bem mais emocional do que a do primeiro filme”, explica Gadot.


E a Liga da Justiça?

Em pergunta exclusiva do Observatório do Cinema, a diretora Patty Jenkins falou sobre a forma como o novo filme se encaixa no universo da DC, cada vez mais individualista após o fracasso de Liga da Justiça e o sucesso de Coringa. Afinal, os eventos de Mulher-Maravilha 1984 culminarão no criticado filme de Zack Snyder/Joss Whedon? Ou será que teremos uma espécie de soft reboot com o novo longa, afinal a versão da personagem em Batman vs Superman estava escondida da humanidade.

“Liga da Justiça é um filme muito controverso, e não falaremos sobre ele hoje. Vamos seguir o caminho da Mulher-Maravilha. E estávamos seguindo esse caminho bem antes de fazerem Liga da Justiça. Então essa é a continuação natural de sua origem até aquele ponto, do primeiro filme a este. É como ela disse no final do primeiro filme, ela ficará aqui lutando pela Humanidade. Ela lutará por nós, mas ficará escondida. Quando a encontramos em 1984, ela está fazendo isso, lutando pelo mundo, mas não se expondo”, explica Jenkins.

Gadot até brincou que Diana Prince tem tudo para liderar a Liga da Justiça, mas como Jenkins disse, isso é assunto para outro dia.

Apesar da coletiva não ter abordado a questão da vilã Mulher-Leopardo, vivida por Kristen Wiig, Jenkins respondeu sobre o retorno do Steve Trevor de Chris Pine – personagem que havia morrido no primeiro filme, mas que tem um retorno misterioso em Mulher-Maravilha 1984.

“Já sabíamos que o Steve voltaria no segundo filme enquanto gravávamos o primeiro”, diz a diretora. “Não foi uma questão de reagirmos ao primeiro, com o elogio da dinâmica de Diana e Steve, mas eu sempre considerei essencial para o arco dela que isso acontecesse na segunda aventura”, garante. “Se o certo para a história fosse que Steve ficasse morto, nós faríamos isso”.

Ademais, Jenkins e Gadot falaram sobre o projeto de um filme centrado nas Amazonas, que não contaria com nenhuma das duas ativamente; mas traria seus nomes na produção. E, para animar a todos, Jenkins revelou que já sabe o que um terceiro filme da heroína pode trazer. Tudo depende da recepção de Mulher-Maravilha 1984.

Mulher-Maravilha 1984 chega aos cinemas brasileiros em 4 de junho de 2020.