Para enfrentar a Marvel e o seu MCU nos cinemas, a DC decidiu lançar o seu universo compartilhado em 2014, o chamado DCEU, que falhou miseravelmente em filmes como Batman vs Superman (2016) e Liga da Justiça (2017).

Com o fracasso, a DC teve que reinventar e correr riscos. O resultado? Extremamente positivo. Aquaman (2018) e Shazam! (2019) foram um grande sucesso e Coringa (2019) está fazendo história – o longa é o filme para maiores com melhor bilheteria de todos os tempos.

Esse exemplo, como destaca o site CBR, mostra como a DC deve se comportar a partir de agora para ter sucesso: Sendo a anti-Marvel.


Filmes autorais

Depois de falhar em construir um universo de filmes compartilhados como a Marvel fez, a DC decidiu fazer filmes isolados, dando o aval para que seus diretores pudessem trabalhar de forma autoral.

O Aquaman de James Wan foi um sucesso de crítica e bilheteria, assim como Shazam!, que foi totalmente diferente dos outros filmes da DC.

Coringa é um caso a parte. O sucesso do longa provou que filmes para maiores de 18 anos podem ser lucrativos e isso abriu as portas para a Warner e a DC criarem outros filmes no mesmo estilo.

De acordo com a reportagem especial da Variety sobre os planos da DC – que você pode conferir em detalhes aqui – Aves de Rapina e o reboot de Esquadrão Suicida serão para maiores de 18 anos, inspirados no sucesso de Coringa.

O que tudo isso prova? Prova que a DC só encontra o sucesso quando para de tentar copiar a Marvel. Se a Marvel faz filmes conectados entre si, seguindo uma fórmula específica, a DC deve seguir o caminho oposto, criando filmes autorais, diferentes entre si e que apresentam aventuras com começo, meio e fim.

O Coringa de Joaquin Phoenix não precisa encontrar o Batman de Robert Pattinson. A DC deve ter a liberdade de explorar seus personagens da melhor forma possível, sem se preocupar em juntá-los em algum momento.

A DC pode até decidir recriar o seu universo compartilhado, mas no momento, todas as evidências mostram que o caminho é se diferenciar da Marvel e fazer tudo diferente.