Apesar de intrigante, A Mente do Assassino: Aaron Hernandez, nova série da Netflix, tem um grande problema em seu desenvolvimento.

A Mente do Assassino: Aaron Hernandez conta a história do ex-jogador de futebol americano Aaron Hernandez, que foi condenado pelo assassinato do também jogador Odin Lloyd, amigo pessoal de Hernandez.

Porém, em meio a narrativa que tenta entender a mente de Aaron Hernandez e as motivações por trás do crime, a série da Netflix introduz uma abordagem bem problemática. O Digital Spy explicou tudo em um artigo.


Sexualidade questionada

Ao longo de A Mente do Assassino: Aaron Hernandez, a sexualidade do ex-jogador da NFL é constantemente questionada. Essa abordagem é feita de um jeito bem problemático.

Nas três partes da série da Netflix, a escolha editorial de falar sobre a sexualidade de Aaron Hernandez nunca é totalmente justificada. Afinal, que relevância teria isso para o assassinato como um todo?

Em entrevistas exibidas na série da Netflix, Dennis SanSoucie, amigo de infância de Aaron, diz que os dois tiveram um relacionamento secreto na adolescência.

Apesar do ponto de Dennis ser de fato relevante e interessante, ele em nada corrobora com a ideia da série de explorar a mente de Aaron Hernandez e entender porque ele cometeu o assassinado de Lloyd.

Da forma em que aborda esse tema, A Mente do Assassino: Aaron Hernandez faz algo extremamente irresponsável, sugerindo que uma sexualidade reprimida seria uma das motivações pelo qual Aaron cometeu os crimes pelos quais ele foi acusado.

Discutir questões de masculinidade e violência é de fato fundamental, mas colocar a sexualidade de Aaron Hernandez no centro do documentário tira o foco da produção, levando-a para um caminho bem conturbado – e até nocivo.

A Mente do Assassino: Aaron Hernandez está disponível na Netflix.