O maior erro de La Casa de Papel NÃO TEM conserto

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La Casa de Papel se tornou um enorme sucesso da Netflix. Logo após a estreia da Parte 3, a série conseguiu números avassaladores de audiência, concretizando a aposta feita pela plataforma.

No entanto, isso não quer dizer que La Casa de Papel seja uma série perfeita. Assim como outras produções famosas, o seriado da Netflix possui a parcela de erros – o que é extremamente comum.

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O problema é que o maior erro de La Casa de Papel não pode ser arrumado – qualquer tentativa poderia frustrar os fãs. O erro em questão é a morte de Berlim (Pedro Alonso).

Como os fãs se lembram, Berlim é baleado pelas autoridades ao final da Parte 2. O líder do assalto se sacrifica para que os outros bandidos pudessem fugir.

Dentro da história foi uma despedida emocionante. Porém, quando a Netflix decidiu continuar La Casa de Papel, a escolha de trama se tornou um enorme erro – o maior.

Berlim faz a diferença em La Casa de Papel

Desde o começo de La Casa de Papel, Berlim chamou atenção dos espectadores. É um personagem contraditório, autoritário, irônico e ao mesmo tempo, corajoso, fiel e levado pelas emoções.

Explica-se: tinha pouco tempo de vida por conta de uma síndrome rara e atuou no modo “vivendo como se não houvesse amanhã”. Por isso, decide ajudar a realizar o sonho do irmão – o Professor (Álvaro Morte) – e rouba a Casa da Moeda da Espanha.

Todos esses ingredientes fizeram de Berlim um personagem marcante para o público – tanto de forma negativa quanto positiva. Claramente, para desespero dos espectadores, Berlim foi pensado para uma história fechada, de duas partes.

O personagem é tão marcante que a Parte 3 de La Casa de Papel trouxe flashbacks para mostrar mais de Berlim e o Professor, que durante o assalto nunca deixaram escapar a relação familiar.

Não apenas isso, Palermo (Rodrigo de la Serna) surge por conta do protagonista morto, com quem também tem relação próxima. Esses pontos mostram a importância de Berlim para história.

Ter Berlim na Parte 3 de La Casa de Papel poderia deixar a trama ainda mais interessante. Imagine a bomba-relógio humana lidando com as desvantagens no Banco da Espanha ou ainda tendo que administrar a relação de longa data com Palermo.

A mesma emoção poderia acontecer se Tatiana (Diana Gómez), a antiga namorada de Berlim, aparecesse novamente. Ou, se um novo confronto com Nairóbi (Alba Flores) acontecesse – o que foi um ponto alto das duas primeiras partes.

O problema da morte de Berlim não é apenas a ausência do personagem no presente. Logo, os flashbacks podem se tornar desinteressantes para o público – como aconteceu em outros seriados, como Arrow, por exemplo, que esgotou todas possibilidades.

Além disso, com Berlim vivo, La Casa de Papel poderia continuar com os flashbacks até que eles fizessem sentido.

Se Berlim ficasse vivo na Parte 2, La Casa de Papel teria mais facilidade em contornar a doença rara do personagem. Com ele morto, da forma que foi, é impossível ignorar a situação e daqui a pouco, afirmar que o assaltante sobreviveu de forma milagrosa pode ser bem problemático.

La Casa de Papel ainda tem como conseguir uma continuidade sem Berlim vivo. Mas, os fãs devem combinar, os assaltos perdem um grande ingrediente sem o marcante personagem.

A Parte 4 de La Casa de Papel chega em 3 de abril na Netflix.

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