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Top Gun, com Tom Cruise, trouxe consequência hilária ao exército dos EUA

Publicado por Victor Carvalho

20/04/2020 19:30

Os fãs do clássico filme de 1986 Top Gun podem sonhar com uma visita à versão real da escola de aviação na qual foi baseado, mas qualquer recruta precisa ter cuidado ao expressar seu amor pelo filme. Em uma tradição de longa data, qualquer membro da equipe de Top Gun que cometa o erro de citar o filme de Tom Cruise deve pagar uma multa.

Dirigido por Tony Scott, Top Gun estrelou Cruise como o talentoso, mas imprudente piloto de combate naval Pete “Maverick” Mitchell, enviado para treinar no programa da Escola de Armas de Caça da Marinha dos Estados Unidos – mais conhecido como Top Gun – na Estação Aérea Naval em Miramar. O filme foi produzido com o apoio da Marinha em troca da aprovação final do roteiro (entre os ajustes realizados: a personagem de Kelly McGillis, Charlie, foi mudada de oficial militar para instrutora civil, para que seu relacionamento com Maverick não violasse a política de confraternização).

A Marinha não apenas disponibilizou vários de seus jatos de combate para as gravações, mas muitas das sequências de voo também foram filmadas na Estação Aérea Naval em Fallon, Nevada, para onde a verdadeira escola de Top Gun se mudaria posteriormente.

Top Gun provou ser uma poderosa ferramenta de recrutamento para a Marinha, com cabines de recrutamento montadas nos cinemas para atrair clientes que ficaram inspirados ao ver Maverick em ação. No entanto, parece que as pessoas na verdadeira escola de Top Gun ficaram cansadas das referências ao filme, já que agora há uma multa de 5 dólares aplicada a qualquer membro da equipe que citar o filme.

Isso quer dizer que é proibido repetir qualquer fala de Top Gun – a menos, é claro, que a pessoa esteja disposta a pagar a multa.

Relações arruinadas

As boas relações entre a Marinha dos Estados Unidos e Top Gun azedaram um pouco durante o desenvolvimento original de Top Gun 2. Em setembro de 1991, a imagem das forças armadas dos Estados Unidos foi marcada pelo escândalo Tailhook, no qual dezenas de mulheres e vários homens foram supostamente abusados sexualmente por oficiais da aviação no 35º Simpósio Anual da Associação Tailhook.

As consequências incluíram várias renúncias de alto nível e, em meio ao escândalo, a Marinha retirou seu apoio a Top Gun 2, apontando o dedo para o flerte de Maverick com Charlie como um incentivo ao comportamento observado no Simpósio Tailhook.

Embora tenha perdido sua data de lançamento planejada original por causa da pandemia de coronavírus, ainda há uma sequência de Top Gun a caminho este ano. Agora planejado para um lançamento em dezembro de 2020, Top Gun: Maverick traz o retorno de Cruise como o personagem do título, que nunca subiu acima do ranking de capitão e ainda está pilotando aviões de combate.

Se a sequência tiver tanto sucesso quanto seu antecessor, talvez Top Gun comece a impor uma multa ainda maior por citar Top Gun: Maverick.

Top Gun: Maverick chegará aos cinemas em 23 de dezembro.

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