Olhar Geek #18 | Já é outubro, e os favoritos para o Oscar 2017 estão entre nós

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A indústria cinematográfica (e, portanto, os cinéfilos) vive o ano em ciclos. Quando passa o Oscar, em fevereiro, é hora de começar a pensar nos blockbusters do verão americano, cheios de efeitos especiais e ação, geralmente com um numeral ou nome de personagem de quadrinhos no título. A atenção fica toda nos números de bilheteria, enquanto planos para franquias são desenhados ou derrubados, dependendo da performance deste ou daquele filme.

E daí chegamos a agosto, quando tudo começa a esfriar, e setembro, quando até os sucessos de bilheteria são escassos (difícil pensar em algum que não atenda pelo nome de Sully, sinceramente, este ano). Os festivais de outono entram em cena, as campanhas e controvérsias começam, a TV americana abre os trabalhos com o Emmy, e de repente… Estamos em temporada de premiações de novo! Toronto, Veneza, Telluride, San Sebastián e alguns outros festivais ditaram a regra, e as apostas estão oficialmente abertas para o Oscar 2017.

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Essas aqui são as nossas:

Moonlight, La La Land e Jackie

Melhor Filme & Melhor Direção

2017 será um ano politicamente carregado para a Academia, que continua sob pressão, mesmo após as mudanças feitas no corpo de membros, para incluir filmes sobre e feitos por pessoas não-caucasianas. É uma pressão justa que cai em um ano em que não deveria ser difícil achar um filme que se encaixe nesse requisito e mereça indicação.

Da nossa lista de 10 filmes (o máximo que a Academia indica, mas podem ser até 5, embora isso não aconteça desde 2009), metade tem protagonista e histórias que tocam em questões raciais, étnicas ou simplesmente são estreladas por pessoas não-brancas. Moonlight, o fenômeno indie do diretor Barry Jenkins, é o favorito, também porque recebeu as melhores críticas entre todos os filmes lançados até o momento nos festivais. A história acompanha um jovem negro (e gay) por toda a sua vida.

The Birth of a Nation chega com o peso da polêmica em torno do diretor Nate Parker, que foi acusado de estupro durante a faculdade (a vítima, tragicamente, cometeu suicídio poucos anos depois), mas apostamos que, enquanto isso provavelmente, e merecidamente, o vá tirar da corrida de diretor e ator, o filme deve seguir com indicação. Explorando uma revolta de escravos no Sul dos EUA, o filme foi muito elogiado em todos os festivais pelos quais passou.

O apelo mais mainstream da lista fica para Fences, com Viola Davis e Denzel Washington, que venceram Tonys pelos mesmíssimos papeis no teatro. Loving, por sua vez, pode dar o reconhecimento devido ao jovem talento Jeff Nichols, embora a corrida de diretor talvez seja um pouco demais para almejar – tudo contando a história de um dos primeiros casais inter-raciais dos EUA. Por fim, Lion conta a história de um jovem indiano, criado por pais ingleses, buscando de volta sua família.

Para completar as 10 indicações, ficamos com os favoritos (até agora) La La Land – Cantando Emoções e Jackie, que causaram frisson por onde passaram, com o hit surpresa de Sully: O Herói do Rio Hudson, e com os pesos pesados Martin Scorsese e Ben Affleck, por Silence e A Lei da Noite, respectivamente.

Na corrida pelo Oscar de Melhor Diretor, por sua vez, apostas conservadoras costumam dar certo. Nossa lista é típica do Oscar: três diretores previamente premiados (Eastwood, Scorsese, Affleck – embora este último tenha levado só por Melhor Filme), um garoto-prodígio que acaba de amadurecer e deve levar o prêmio (Chazelle), e um azarão indie (Barry Jenkins, de Moonlight).

Melhor Filme – nossa lista:
La La Land – Cantando Estaçoes (12/01/2017)
Moonlight (sem previsão) – trailer
Jackie (sem previsão) – trailer
– The Birth of a Nation (sem previsão) – trailer
Sully: O Herói do Rio Hudson (01/12/2016) – trailer
Fences (sem previsão) – trailer
Silence (sem previsão)
– Loving (sem previsão) – trailer 
– Lion (sem previsão) – trailer 
– A Lei da Noite (12/01/2017) – trailer

Melhor Direção – nossa lista:
– Damien Chazelle, por La La Land – Cantando Estações
– Clint Eastwood, por Sully: O Herói do Rio Hudson
– Martin Scorsese, por Silence
– Ben Affleck, por A Lei da Noite
– Barry Jenkins, por Moonlight

Hugh Grant, Casey Affleck e Denzel Washington

Melhor Ator & Ator Coadjuvante

A categoria de Melhor Ator está mais concorrida que no último ano, quando Leonardo DiCaprio despontou como favorito desde o começo e seguiu nesse caminho até levar a estatueta. Quem toma a dianteira no começo dessa corrida é Casey Affleck, o irmão mais novo de Ben, que entrega uma atuação celebradíssima em Manchester by the Sea, onde interpreta um homem que precisa voltar para a cidade natal cuidar do sobrinho após a morte da irmã. De fato, se a Academia tomar gosto por Manchester, o filme pode ganhar até mais indicações.

Os já vencedores Denzel Washington (Fences) e Tom Hanks (Sully) estão na corrida, mas salvo uma arrancada de último momento, não devem ganhar. Andrew Garfield ganhou os críticos com sua performance em Até o Último Homem, épico de guerra de Mel Gibson, enquanto Ryan Gosling pode cavar vaga pela pura força de La La Land.

Caso essa última aposta fure, alguns pesos pesados estão na reserva: Matthew McConaughey, por Gold; Liam Neeson, por Silence; Ben Affleck, por O Contador ou A Lei da Noite; e até Michael Keaton, por Fome de Poder.

Em suma, concorrentes não faltam, ao contrário do que acontece na categoria de Melhor Ator Coadjuvante, onde o único indicado óbvio até agora é Hugh Grant, por Florence: Quem é Essa Mulher?, filme no qual o veterano britânico se segura frente à Meryl Streep. Aaron Eckhart, um ótimo ator que nunca foi indicado, pode dar sorte esse ano em pelo menos um de dois papeis: ou em Sully ou na biografia de boxe Bleed for This (a Academia adora indicar técnicos de boxe).

A fraca concorrência, por enquanto, abre espaço para as bem faladas performances de Shia LaBeouf em American Honey, e Lucas Hedges em Manchester By the Sea. No entanto, não contem que esses dois estarão na lista quando chegar a hora, porque os filmes ainda não vistos pelos críticos podem trazer surpresas: Adam Driver por Silence, por exemplo.

Melhor Ator – nossa lista:
– Casey Affleck, por Manchester By the Sea
– Denzel Washington, por Fences
– Tom Hanks, por Sully: O Herói do Rio Hudson
– Andrew Garfield, por Até o Último Homem – trailer
– Ryan Gosling, por La La Land – Cantando Estações

Melhor Ator Coadjuvante – nossa lista:
– Hugh Grant, por Florence: Quem é Essa Mulher? – trailer
– Aaron Eckhart, por Sully: O Herói do Rio Hudson
– Aaron Eckhart, por Bleed for This – trailer
– Shia LaBeouf, por American Honey – trailer
– Lucas Hedges, por Manchester by the Sea

Michelle Williams, Octavia Spencer e Ruth Negga

Melhor Atriz & Atriz Coadjuvante

A corrida de Melhor Atriz é sempre muito concorrida. Emma Stone ganhou pontos por vencer a Volpi Cup, prestigiado prêmio de atuação do Festival de Veneza, por La La Land – será que a jovem atriz vai seguir Anne Hathaway (Os Miseráveis) na longa linhagem de intérpretes que venceram por musicais? Não se Natalie Portman, por Jackie, tiver qualquer coisa a ver com isso. No momento, a atriz está na posição de favorita por sua performance como Jacqueline Kennedy.

Correndo por fora, duas veteranas: Viola Davis (Fences), que provavelmente vai atrair a torcida de milhões de fãs de How to Get Away with Murder com ela; e Meryl Streep (Florence: Quem é Essa Mulher?), que deve quebrar seu próprio recorde e chegar à 20ª indicação, mas não parece ter chances de vencer pela 4ª vez. Para completas as cinco, a estreante Ruth Negga, que pulou direto de papeis em Agents of SHIELD e Preacher para o filme Loving, onde impressionou os críticos e ascendeu para o estrelato.

A qualquer sinal de enfraquecimento de qualquer uma dessas concorrentes, há gente prontíssima para substitui-las: Jessica Chastain, por Miss Sloane; Amy Adams, por Animais Noturnos; Isabelle Huppert, por Elle; e até, porque não, Sônia Braga por Acquarius.

Na corrida de coadjuvantes, uma festa de talentosíssimas atrizes negras: Naomie Harris, até então mais conhecida como a Moneypenny dos novos James Bond, impressionou em seu papel secundário em Moonlight; Lupina Nyong’o está na disputa novamente por sua atuação em Rainha de Katwe, da Disney; e Octavia Spencer, que já venceu também nessa categoria (por Histórias Cruzadas) volta ao páreo por Hidden Figures, outro filme que pode surpreender caso a Academia tome muito gosto por ele.

A favorita ao prêmio, no entanto, parece ser Michelle Williams, que aos 36 anos receberia sua quarta indicação, e entregou uma performance devastadora em Manchester By the Sea. A quinta vaga ainda está em aberto, mas apostamos em Kristen Stewart, que teve um ano maravilhoso, pelo papel em A Longa Caminhada de Billy Lynn.

Melhor Atriz – nossa lista:
– Natalie Portman, por Jackie
– Emma Stone, por La La Land – Cantando Estações
– Viola Davis, por Fences
– Ruth Negga, por Loving
– Meryl Streep, por Florence: Quem é Essa Mulher?

Melhor Atriz Coadjuvante – nossa lista:
– Michelle Williams, por Manchster By the Sea
– Naomie Harris, por Moonlight
– Lupita Nyong’o, por Rainha de Katwe
– Octavia Spencer, por Hidden Figures – trailer
– Kristen Stewart, por A Longa Caminhada de Billy Lynn – trailer

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