Artista da Semana | Sarah Paulson, de American Horror Story: Roanoke

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Nesta coluna do Observatório do Cinema, intitulada Artista da Semana, elegeremos o ator ou atriz de TV que mais nos impressionou durante os episódios da semana. Em época de fall season, é fácil se perder entre grandes séries e grandes atuações, mas sempre tem aqueles que merecem um destaque.

No passar das temporadas de American Horror Story, Sarah Paulson já foi de tudo: a vidente Billie Dean Howard, a intrépida repórter Lana Winters, a subestimada bruxa Cordelia Foxx, as gêmeas siamesas Bette e Dot Tattler, a fantasma junkie Sally McKenna. São papéis absurdamente diferentes, há de se concordar.

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Uma linha em comum entre eles, no entanto, é que eram os papeis que seguravam as tramas sempre bagunçadas de Ryan Murphy em uma peça coesa. Especialmente em Coven, a determinação de Paulson em criar uma personagem que fizesse sentido em meio aos roteiros mais absurdos e desleixados da série foi o que manteve este que vos fala assistindo, semana após semana.

Em Roanoke, após cinco episódios escondendo o jogo junto com a série, Sarah Paulson finalmente pode experimentar como é se divertir com o papel da forma que os seus colegas de elenco, de Lily Rabe (lembram-se da Irmã Mary Eunice?) a Evan Peters, sempre conseguiram. Como a atriz britânica Audrey Tindall, Paulson é a própria alma satírica de Roanoke.

Assustadora como é, a sexta temporada de American Horror Story é também uma inegável paródia de si mesma. Zombando da cultura da celebridade, do sucesso dos reality shows, da própria gana americana de ser notado e apelar para os extremos, a série funciona porque não se leva tão a sério quanto em temporadas anteriores – e, ao mesmo tempo, tem algo muito importante a dizer.

Com um sotaque britânico exagerado e uma voz de choro gritada que seria irritante em qualquer outra atriz, Paulson constrói uma das performances cômicas mais espetaculares do ano até agora. “Me deixe em paz! Eu não sou americana, não estou acostumada com essa carnificina!”, diz Paulson em certo momento do episódio 7. Poucas vezes uma performance tão magistralmente resumiu o espírito da história em que está inserida.

É a marca de uma grande atriz conseguir ir de um papel “sério” como Marcia Clarke em American Crime Story para alguém como Audrey. Aliás, não é só isso: é a marca de uma das melhores atrizes em atividade no momento.

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