Crítica | O doador de memórias

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O doador de memórias não é o primeiro filme de Utopia que já foi para os cinemas, mas com certeza é um dos melhores.

Com a visão determinada de tirar tudo que é ruim da Terra, uma sociedade é formada para todos serem iguais: mesma roupa, mesmo tipo de casa, mesmo limites do que se pode ou não fazer, profissões especificas escolhidas pela sua personalidade e habilidade, sem pobres ou ricos, literalmente no preto e no branco. Parece incrível e perfeitamente equilibrado, não? Até Jonas ser incumbido de ser o novo ‘recebedor’ de memórias da sociedade, pois o ‘doador’ tem que ser substituído sempre. Com a nova responsabilidade, Jonas percebe que o perfeito que ele conhece na verdade não é tão bom assim, e que para retirar tudo que há de mau no mundo, foi necessário também tirar tudo que era bom.

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Agora Jonas tem memórias e experiências incríveis que não pode, por lei, compartilhar com ninguém, incluindo sua melhor amiga Fiona, e seu amigo Asher.

Como não destruir uma sociedade perfeita que tem tão pouco a oferecer comparada a imperfeição da vida anterior, com cores, danças, famílias, amor, estações, guerras, fome e doenças?
Naturalmente comparado aos filmes “Jogos Vorazes” e “Divergente” pela proposta de adolescentes revolucionando o sistema de governo, muito foi dito que O Doador de Memórias não tem tanto drama, ou mesmo o romance que aparenta, mas como o filme veio de uma adaptação do livro de Lois Lowry (“o doador” em seu título original) de 1994, o nível de comparação é mais próximo a “1984”, que tem uma ideia mais série e reflexiva além de guerras declaradas e levantes.

Com atores revividos de trabalhos pequenos ou antigos, o filme foi feito com elenco quase virgem de mega produções, o que o Diretor Phillip Noyce (“Salt”) não pareceu temer, e acabou por dar muito certo, pois Brenton Thwaites, Odeya Rush e Cameron Monaghan fizeram um trabalho excelente. Claro que contamos também com o trabalho já muito admirado e premiado de Meryl Streep, de Jeff Bridges (que também ajudou na produção do filme juntamente com Nikki Silver), Katie Holmes e a participação especial de Taylor Swift.

Efeitos especiais muito bem bolados para ‘passar a mensagem’, mais do que impressionar, trilha sonora maravilhosa de Marco Beltrami, o filme tem tudo para cativar o público, e nos deixar refletindo sobre algumas ideias de ‘idealismo’ que temos sobre como o mundo deveria ser.

Nota: 8,5/10

Por Jenniffer Lima
www.facebook.com/jenny.lima.520

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