Jurassic World mal estreou nos cinemas e já é um fenômeno de bilheteria em seu primeiro final de semana. De fato, o filme faz jus a franquia e adota um tom leve, quase de aventura infanto juvenil, para arrebatar famílias pelo mundo afora. Desta vez, a carta na manga dos produtores é o divertido Chris Pratt, que assume o papel de protagonista depois de roubar a cena no igualmente bem sucedido Guardiões da Galáxia.

Se Jurassic Park foi um marco do cinema nos anos 90, Jurassic World não deixa a peteca cair e mantém a alta qualidade dos efeitos especiais, uma história bem amarrada e cenas de ação bem conduzidas. O filme é entretenimento com todas as qualidades que o gênero tem a oferecer.

O enredo se desenrola na Isla Nubar, lugar em que foi construído um parque de diversões de grande porte com várias atrações envolvendo os mais diversos dinossauros criados em cativeiros. Sob a perspectiva dos irmãos Zach e Gray, somos apresentados ao mundo de T-REXs e Velociraptors através dos olhos fascinados de uma criança que visita pela primeira vez o Walt Disney World.


Em meio a uma crise conjugal de seus pais, os meninos são enviados a ilha para passarem um tempo com a tia Claire (Bryce Dallas Howard), a coordenadora operacional do parque. Sem tempo para dar atenção aos meninos, a “tia boa” oferece um passe VIP para as crianças aproveitarem as atrações livremente. Claro que a liberdade garantida aos meninos custará caro mais adiante…

Eis que uma situação catastrófica em que uma raça geneticamente modificada chamada de Indominus Rex escapa do perímetro de segurança, e, de repente, as vidas de mais de 20 mil pessoas passam a correr riscos reais já que o predador mata por esporte tudo o que vê pela frente. É claro que Zach e Gray vão estar no lugar e na hora errada, clamando para serem resgatados por um quase cover de Indiana Jones chamado Owen Grady (Pratt).

T-REXs são fichinhas perto da nova ameaça deste filme. Com um certo suspense para revelar inteiramente o visual do dinossauro invencível, os efeitos especiais contribuem para o tom fantástico da fita e fazem bom proveito das belas paisagens do Hawaii (escolhido para representar a fictícia Isla Nubar, na Costa Rica).

Com um ótimo timing para comédias, Chris Pratt mostra a que veio e sempre garante boas cenas e bons diálogos. Mesmo o casal improvável formado por ele e Dallas Howard consegue fazer bom uso das características tão dispares de suas personagens funcionarem a favor do roteiro. Vincent D’Onofrio (de A Cela), Irrfan Khan (de As Aventuras de PI) e Omar Sy (de Intocáveis) também se destacam em papéis coadjuvantes, porém marcantes.

Com um tom aventuresco que mais se aproxima de Jurassic Park III, o diretor Colin Trevorrow, do cult indie Sem Segurança Nenhuma, se esforça ao máximo para apresentar um filme acima da média e não decepciona. Jurassic World tem boas doses de diversão sem ser chato ou confuso como um Transformers da vida.

Um brinde ao mundo jurássico.

Obs.: Por mais que o 3D amplifique a beleza das tomadas panorâmicas de Jurassic World, o recurso não se justifica totalmente ao longo da projeção. Poderia ser feito melhor uso do formato.

Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros