Jean Reno é um desses atores que se sai bem ao atuar com jovens, vide O Profissional (1994) – cult de ação em que divide a cena com uma Natalie Portman ainda pré-adolescente. Aos 66 anos, ele interpreta agora um avó pela primeira vez em sua carreira, no longa Meu Verão na Provença, que estreou dia 2 nos cinemas brasileiros.

Dirigido por Rose Bosch, o filme é uma comédia que gira em torno de três irmãos parisienses – os adolescentes Léa (Chloé Jouannet) e Adrien (Hugo Dessioux), além do caçula Théo, vivido pelo adorável Lukas Pélissier (que é surdo assim como seu personagem). À revelia dos dois primeiros, eles são levados pela avó Irène (Anna Galiena) para passar o verão na Provença, e se distanciarem da separação dos pais.

Cheia de piercings e dreadlocks nos cabelos, Léa é do tipo ativista ambiental, enquanto Adrian basicamente se interessa por garotas. Por conta de sua deficiência auditiva, Théo tem um olhar bem particular do mundo. Chegando na  cidade natal de sua mãe, o trio conhece o avô Paul (Reno), um homem rabugento que não fala há anos com a filha e, por conta disso, nunca tinha visto os netos.


Léa e Adrian logo se estranham com ele, mas Théo se interessa pelo sujeito mau-humorado, que passa os dias cuidando de suas oliveiras e do restante da propriedade. Aos poucos, o menino conquista o coração do avô, que vai amolecendo. Já o casal de irmãos – dois típicos jovens da capital – descobrem os encantos da vida simples no interior. Em meio a questões familiares bastante comuns, também vem à tona o passado de Irène e Paul como dois motociclistas hippies, gerando as sequências mais divertidas do longa.

Quando se trata de uma comédia familiar é difícil não apelar para alguns clichês, e vários deles estão presentes no filme. Ainda assim, esta produção francesa se sobressai em relação aos similares hollywoodianos do gênero, com uma história um pouco mais criativa e interessante. Despretencioso, Meu Verão na Provença não chega a ser memorável, mas diverte com muita simpatia.

Meu Verão na Provença