Uma linda pintora inglesa, casada, se muda com o seu marido, um restaurador, para a região da Normandia, França. Seu vizinho de meia idade, um padeiro da região, é apaixonado pela história do livro “Madame Bovary”, de Gustave Flaubert, desde que a leu na adolescência. Ele descobre que a sua nova vizinha, apesar de ser natural de Londres, se chama Gemma Bovery.

O padeiro Martin Joubert (Fabrici Luchini, de As Aventuras de Molière), um parisiense que deixou a vida estressada para trás e se mudou com a família para a Normandia, se percebe entre fascinado e apaixonado por Gemma Bovery (Gemma Arteton, de Príncipe da Pérsia: As Areias do Tempo e Titãs) e começa a perceber que a vida da garota tem uma estranha relação com a história do livro de Flaubert.

O filme é baseado em um graphic novel da cartunista inglesa Posy Simmonds, de 2000. A adaptação da história para o cinema ficou a cargo de Pascal Bonitzer e Anne Fontaine. Anne também foi roteirista dos filmes Coco Antes de Channel e A Garota de Mônaco. E é ela também a diretora deste filme. E nele, se conseguiu aliar romance, comédia e drama em uma única produção.


O ator Fabrici Luchini está muito bem no papel do homem que se vê enredado em uma história em que repete a de um dos livros que mais gosta na vida. Ele consegue demonstrar com o olhar, o desejo e a fascinação por Bovery. Gemma Arteton demonstra todo o poder de uma mulher que em uma mudança de vida acaba se perdendo da vida que estava levando até aquele momento e que deixa apaixonados os homens que passam pela sua vida. Os atores coadjuvantes ajudam alavancar os papéis dos dois. O jogo com palavras – como com os sobrenomes Joubert e Flaubert – é um exemplo de referências que estão na história que são usadas para remeter espectador à história de Madame Bovary.

Aproveitou-se muito bem os cenários da Normandia. Os bosques, as florestas e antigas edificações da região, como mansões e casas de madeira, ambientam perfeitamente a história que se passa em uma cidade fictícia desta região noroeste da França. A fotografia de Christophe Beaucarne se completa com a trilha sonora de Bruno Coulais para criar as atmosferas necessárias.

Gemma Bovery - A Vida Imita a Arte

1 comentário

  1. O filme e belissimo, imagens, trilha sonora, historia. Os olhares dos personagens em muitos momentos não requerem dialogo. Sensivel, nos faz viajar totalmente na historia.O viver com prazer , fazer pão algo tão cotidiano se torna erotico, belo. Os ingredientes , a massa crescendo, a relação do padeiro e sua vizinha. A troca. Muito magico. As paisagens belissimas. A relação do humano com os animais, com a flora, com uma vida ali na sua intimidade, e para alem dela. A imaginação do vizinho, seus sonhos, suas projeçoes . E seu filho por ele menosprezado, que ali estava ciente de tudo, ligado, conectado. Amei.

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