Crítica 2 | De Cabeça Erguida

Publicadohá pouco tempo
Publicidade

Carregando...

Não foi possível carregar anúncio

Assim como é a realidade de muitos jovens em todo o mundo, o pequeno Malony nasceu em condições difíceis na França. A mãe é viciada em drogas e pouco sabe sobre como criar bem uma criança. Por conta disso, o garoto cresce problemático. Sua história é o tema do longa De Cabeça Erguida, que estreia nesta quinta-feira (17) nos cinemas brasileiros.

Com direção de Emmanuelle Bercot, o filme abriu o Festival de Cannes em 2015. Catherine Deneuve capitaneia este drama como a juíza de menores Florence Baque, que durante um período de dez anos se preocupa em tentar garantir um futuro melhor para o protagonista.

Continua depois da publicidade

Carregando...

Não foi possível carregar anúncio

No primeiro encontro dos dois, Malony tem apenas seis anos. A mãe relapsa (vivida por Sara Forestier) tem outro filho mais novo e reclama do primogênito malcriado, chegando a abandoná-lo no escritório da juíza. Nos olhos do pequeno, o espectador vê a inocência de uma criança com a vida toda pela frente.

Já adolescente, o rapaz (interpretado por Rod Paradot) alimenta as estatísticas. Rebelde, gosta de roubar carros e sair por aí dirigindo como se estivesse na franquia “Velozes e Furiosos”. A mãe não vê lá muito problema em seus atos de delinquência. A juíza Florence se esforça para colocá-lo na linha e evitar que ele acabe na cadeia ao completar 18 anos, mas Malony nunca toma jeito. As coisas parecem mudar quando ele ganha um novo conselheiro, Yann (Benoît Magimel) – um homem também de passado difícil.

Enviado a uma instituição educacional, Malony passa os dias entre rompantes de violência e momentos de esperança por dias melhores. Também entra em sua vida a jovem Tess (Diane Rouxel), com quem inicia um romance. Mas, sempre que as coisas parecem melhorar, o rapaz dá um jeito de estragar tudo.

A situação social dos jovens delinquentes na França é explorada a fundo no longa, assim como a de quem trabalha tentando salvá-los da criminosidade. De Cabeça Erguida tem lá alguns clichês do gênero, mas narra com muita sensibilidade as agruras do protagonista. Para quem gosta de um pouco de lágrimas, mas não em excesso, é uma boa indicação.

Publicidade

Carregando...

Não foi possível carregar anúncio