Crítica | Carga Explosiva: O Legado

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Um motorista que transporta qualquer coisa para quem o contrate. O mais recente trabalho é transportar uma linda mulher e mais dois pacotes. Porém, o motorista descobrirá ao buscá-la que acabou entrando em uma história muito pior do que imaginava. Carga Explosiva: O Legado, o quarto filme da franquia, poderia ser um ótimo longa, mas infelizmente é apenas bem feitinho. Ou seja, um longa mediano.

Riviera francesa. Há 15 anos, um grupo criminoso dominou a prostituição desta região no sul do país. Hoje em dia, o chefão do grupo, Karasov (Radivoje Bukvic, de Duro de Matar: Um Bom dia Para Morrer) e alguns do grupo original estão riquíssimos e desfrutando de tudo que conseguiram com a exploração de mulheres. Em outra parte da cidade, o motorista Frank Martin (Ed Skrein, da série Game of Thrones) busca o seu pai, Frank (Ray Stevenson, de Thor), na embaixada britânica para levá-lo para casa e comemorar juntos a recém-aposentadoria do pai. Nesta mesma noite, o motorista recebe uma ligação de uma mulher. Ela é Anna (Loan Chabanol, em seu quarto papel e primeiro de destaque), uma das mulheres exploradas por Karasov.

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No dia seguinte, Frank Martin e Anna se encontram e ela o contrata para que vá buscá-la em um determinado lugar e, além dela, levar mais dois pacotes. Como de costume, ele não pergunta o nome dela e nem o conteúdo dos pacotes que serão carregados. Por esta razão, os caminhos de Frank e do grupo criminoso se cruzarão de diversas maneiras ao longo do filme. O roteiro do filme é um pouco mais complexo do que está explicado aqui, porém, não dá para contar sem dar spoiler.

A história deste quarto filme da franquia Carga Explosiva foi escrita pelo diretor Luc Besson, Adam Cooper e Bill Collage. Besson também é o roteirista dos três longas anteriores, porém, os escreveu com Robert Mark Kamen. O roteiro de O Legado como um todo é muito interessante. Há diversas cenas muito bem sacadas de ação. Porém, ele não consegue manter o filme sempre em um nível alto, o que é importante neste tipo de filme. Não quero aqui ditar regras para filmes de ação, mas este, em específico, tem muito momentos em que a adrenalina da história cai fortemente. Isto acaba atrapalhando o andamento do filme.

Os atores, até por causa do roteiro, também não estão tão bem. Acaba pairando todo o tempo uma impressão de artificialidade nas interpretações deles. O único ator que é um ponto fora desta baixa curva é Ray Stevenson que consegue dar tom correto ao seu personagem. O que Ed Skrein, Loan Chabanol e Radivoje Bukvic não conseguem fazer com os seus personagens. Um bom exemplo desta artificialidade são algumas cenas de luta que, provavelmente, não foram muito bem ensaiadas e coreografadas.

Mesmo sendo muito bem montado por Julien Rey, com a trilha de Alexandre Azaria dando um gás no que está sendo mostrado na telona, uma fotografia muito boa por parte de Christophe Collete da região da Riviera francesa e efeitos especiais muito bem colocados no filme, o conjunto com um todo acaba não funcionando direito.

É um filme cuja equipe é muito esforçada e até competente no que faz, entretanto, neste projeto, juntos, não conseguiram fazer com o que a franquia retomasse a adrenalina dos primeiros filmes e podem, com este longa, fazer com que Carga Explosiva não tenha mais como continuar.

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