Crítica | Pequeno Dicionário Amoroso 2

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Lá fora, o diretor Richard Linklater aprimorou o gênero “histórias sobre casais que se reencontram após muitos anos” com a bela trilogia Antes do Amanhecer, Antes do Pôr-do-Sol e Meia-Noite. No Brasil, é Sandra Werneck quem dirige uma espécie de equivalente nacional – a comédia dramática Pequeno Dicionário Amoroso 2, que estreia nesta quinta-feira (10) nos cinemas brasileiros.

O filme é a continuação do longa de 1997, que teve como inspiração a obra “Fragmentos de um Discurso Amoroso”, do francês Roland Barthes, e foi estrelado por Andrea Beltrão e Daniel Dantas. Mais uma vez, a narrativa vai sendo pontuada por uma sequência de palavras que seguem o abecedário, dividindo a trama entre subtemas como encantamento, intimidade, loucura, paranoia etc.

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O Rio de Janeiro de cartão postal segue como uma espécie de coadjuvante na história de Luiza (Andrea) e Gabriel (Dantas). Dezoito anos se passaram, e o casal – que não ficou junto ao final do primeiro filme – se reencontra durante o velório do padrasto dela. Logo pinta um clima de revival entre os dois. Luiza está infeliz no casamento com o engenheiro Alex (Marcello Airoldi), com quem tem um filho, Pedro (Miguel Arraes). Já Gabriel segue na vida de solteiro inveterado, pulando de namoro em namoro. No entanto, o atual relacionamento com a fogosa Jacque (Fernanda de Freitas) não anda lá essas coisas.

Do primeiro filme, também está de volta a ex-mulher de Gabriel, a esotérica Bel, vivida por Glória Pires. A filha dos dois cresceu e se transformou na jovem Alice (Fernanda Vasconcellos), que – em tempos modernos – se vê dividida entre um rapaz e uma moça. É nesse cenário que Luiza e Gabriel testarão se o relacionamento que não deu certo há 18 anos agora pode ser diferente. Ou, se os mesmos problemas de antes vão atrapalhar.

A maturidade fez bem para Sandra Werneck, cuja direção está muito mais firme após ter feito filmes como Amores Possíveis (2001), Cazuza – O Tempo Não Pára (2004) e Sonhos Roubados (2010). Enquanto o primeiro longa tinha um ar teatral nos diálogos e na condução da história, esta continuação é cinema de verdade, com uma trama coesa e bem desenvolvida.

Sem grandes pretensões, Pequeno Dicionário Amoroso 2 aborda de forma natural os diferentes tipos de relacionamentos no século 21, com seus divórcios, namoros a três e outras formas de amor. Embalada pela música de Chico Buarque “Futuros Amantes”, também presente no longa anterior, é uma produção gostosa de se assistir.

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