Crítica | Ted 2

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Por Gustavo Di Lernia

Ted 2, a volta do ursinho pervertido e drogado – criado por Seth MacFarlane (das séries Uma Familia da Pesada e American Dad!) – estrelada por Mark Wahlberg (Os Infiltrados) traz junto um roteiro fraco, mas que cumpre a sua meta como um entretenimento típico de qualquer comédia americana como American Pie e Se Beber Não Case.

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O roteiro do filme peca justamente nas piadas que se baseiam em trocadilhos sexuais, maconha e tentativas forçadas de citações de cultura pop. Igual ao primeiro filme da franquia, Ted 2 passa a impressão de ser divido em um esquema de sketch como se fosse um longo episódio de Uma Família da Pesada, mas nem as piadas nem as cenas movem a história, o que faz o filme cair em um padrão americano de fazer comedia onde tudo está completamente nos diálogos como se fosse um show de stand-up; o problema é que no caso do filme as piadas são fracas e o stand-up que eles nos oferecem é medíocre.

O que realmente empurra a história do filme são momentos expositivos em diálogos que te introduzem a próxima sketch. A direção do filme não tem segredo algum, ela segue crua do início ao fim, e são muito usadso elementos vindos junto da experiência com animações de Seth, como diálogos em voz off que seguem em cima da imagem da fachada da casa dos protagonistas. Destaque para a abertura do filme que acompanha uma dança gigantesca com o urso Ted no centro da ação, essa cena da dança é muito bem dirigida, orquestrada e coreografada, sendo uma ótima primeira impressão para o filme, mas ao desenrolar dos pseudos acontecimentos vemos que é tudo sem sal nenhum.

Outro ponto falho do filme é justamente no vilão da história, o personagem Donny, interpretado por Giovanni Ribisi, mesmo vilão do primeiro filme que agora volta querendo sequestrar Ted, descobrir seu funcionamento e fabricar milhares de novos ursinhos com vida, virando assim milionário. Corajosa é a participação ativa da empresa Hasbro, a criadora do boneco Ted na história, que não tem medo de ser colocada como uma das vilãs do filme.

Para não fechar com apenas críticas negativas ao filme, a atuação de Seth MacFarlane como Ted ainda é muito boa e as habilidades dele como dublador são inquestionáveis, e é a única atuação de destaque no filme, pois tanto o personagem de Mark Wahlberg como a introdução da atriz Amanda Seyfried (Enquanto Somos Jovens) na série são totalmente apagadas e parece que só estão lá para justificar personagens humanos.

A única coisa que te faz querer ver até o final é justamente a dublagem de Ted e seu imenso carisma.

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