A premissa de Peter Pan é simples: nos mostrar como os personagens de J. M. Barrie se tornaram quem eles são. Desde a chegada de Peter (Levi Miller) à Terra do Nunca, sua inicial amizade com James Hook (Garret Hedlund) até o primeiro encontro de Peter e Sininho.

A primeira sequência do filme nos mostra Peter e seu amigo Nibs (Lewis MacDougall) vivendo em um orfanato, e serve de maneira excelente para estabelecer pontos importantes sobre a personalidade de Peter, como seu medo de altura e, apesar disso, sua coragem. Essa primeira parte do filme acaba com um navio de piratas sequestrando Peter e inúmeros meninos de dentro do abrigo para levá-los para trabalhar como escravos para o Barba Negra (Hugh Jackman) nas minas da Terra do Nunca.

O filme nos diz logo cedo que “alguns inimigos começam sendo amigos…” e, dessa frase, surge o elo entre todas as partes da história, o fato de descobrirmos que Capitão Gancho, o maior inimigo de Peter, começou na realidade sendo seu amigo. E é essa estranha amizade entre os dois que mantêm os outros pontos da história juntos, desde a descoberta de que Peter faz parte uma profecia tribal que diz que um garoto voador vai livrar a Terra do Nunca do Barba Negra, até a amizade desenvolvida entre Peter, Gancho e Princesa Tigrinha (Rooney Mara), que se mantém do momento que os três se conhecem até o final do filme.


A maior falha do filme são as cenas de luta que, com exceção da luta entre Gancho e Kwahu (Tae-Joo Na), o maior guerreiro da tribo da Tiger, ou acabam rápido demais ou são simplesmente confusas e/ou mal desenvolvidas para manter nossa atenção no que está acontecendo na história.

O filme vale a pena ser assistido, se não pelo modo como são desenvolvidos os personagens que tornam os lendários Peter Pan e Capitão Gancho, então simplesmente pelo visual do filme que não só é perfeito, mas ainda por cima conta com um 3D que realmente adiciona à experiência de assistir ao filme no cinema.