Beira-Mar, o primeiro longa dos diretores Filipe Matzembacher e Marcio Reolon, conta a história dos amigos Martin (Mateus Almada) e Tomaz (Maurício Barcellos) que viajam juntos ao litoral, onde eles começam a descobrir mais sobre si mesmos.

O filme tem uma premissa fraca: dois amigos viajando para pegar um documento para o pai de um deles (o que só descobrimos depois de um bom tempo passado do filme). Desenvolvimento de personagens mais fraco ainda, pois ambos iniciam o filme com personalidades quase apagadas, e permanecem assim por quase uma hora antes de começar a acontecer qualquer espécie de mudança com os personagens, e quando o desenvolvimento dos personagens começa a acontecer, é algo tão rápido e sem propósito que acaba de certa maneira deixando os personagens com personalidades menos interessantes.

Outra coisa que inicialmente não afeta tanto, mas quando o filme chega ao final já está a ponto de causar desgosto, é a fotografia, que está constantemente instável e com o foco aparentemente perdido na cena, o que em vários momentos acaba nos fazendo perder detalhes que poderiam ser interessantes de se ver.


Beira-Mar, que aparenta ser alguma espécie de discurso pró-experimentação dos adolescentes, falha miseravelmente em atingir qualquer coisa, seja pela história “jogada” na tela, pelo desenvolvimento pobre de personagens ou talvez pelo final do filme, que é tão forçado que mesmo que o resto do filme fosse bom conseguiria estraga-lo.

Beira-Mar

3 Comentários

  1. Então vejamos… mais de 80 minutos que
    se processados, teriam como sumo sei lá, dez ou doze minutos. Necessário talvez
    tentar entender melhor a proposta apresentada, afinal a que veio a produção que
    trata de adolescentes em conflito externo e internos, etapa da vida onde nos deparamos
    com muitos caminhos mas que apenas um será escolhido, e sabemos bem que uma
    escolha tem dentro de si muitas renúncias. Enfim…

    O ambiente cinzento, o roteiro sem
    surpresas e a falta de assunto faz embarcar em vários cochilos e tanto faz se
    você perdeu cinco, dez ou meia hora de trama, acordará no mesmo ponto sem
    perder o sentido. O pretexto de uma jornada atrás do documento de um dos pais,
    ou visitar parentes que pelo visto não fazem diferença alguma na vida de
    ninguém. Sempre o obvio como próximo passo, previsível e sonolento.

    Então como um arauto da vingança, enfim
    acontecerá algo, tipo “agora tudo fará sentido” – ou se descola de vez da
    realidade – vem o desfecho que poderia ter ficado nas entrelinhas, afinal àquela
    altura todos já tinham sacado qual era a expectativa e intenções dos
    protagonistas, os dois jovens da trama. Não haveria necessidade de escancarar
    daquela forma.

    Enfim o público acorda assustado com os últimos
    quinze minutos e nesse instante sete saem da sala de projeção. Como diria
    Ingmar Bergman “Antes de lançar uma crítica é necessário ao menos tentar
    entender”, e nesse aspecto entendo a reação de alguns espectadores e também a
    boa intenção dos realizadores de À beira mar, estrear bem com tema corajoso mas
    que conseguiram criar enfim um curta metragem burlesco de 83 minutos, com
    desfecho trágico.

  2. Assisti hoje ao filme e, realmente, a narrativa é cansativa. Os personagens e situações são mal construídos. Esperava mais do filme. Uma pena.

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