Crítica | X-Men: Apocalipse

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Marvel segue firme em sua batalha pela conquista das telas de cinema. Menos de um mês após a estreia de Capitão América: Guerra Civil, ela lança X-Men: Apocalipse. Ao assistir esse filme, percebe-se como a Marvel consegue manter um alto nível apesar da intensa produção de longas. Esse – como todos os anteriores dessa franquia – foi realizado em conjunto com 20th Century Fox.

O oitavo filme da franquia dos X-Men mostra que a origem dos mutantes não é a que todos acreditavam ser. Ela pode remontar ao Egito Antigo. Essa origem, porém, pode se voltar, não só contra os próprios mutantes, mas contra toda a humanidade. A história se passa em 1983. Dez anos depois, exatamente, dos eventos ocorridos em X-Men: Dias de um Futuro Esquecido.

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Em Westchester, em Nova York, o professor Xavier (James McAvoy, de Victor Frankenstein) dirige a Escola Xavier para Jovens Superdotados. Auxiliado por Henry McCoy, mais conhecido como o Fera (Nicholas Hoult, de Mad Max: Estrada da Fúria), o professor ajuda jovens como o irmão de Alex Summers, o Destrutor (Lucas Till, de Lobos), Scott Summers (Tye Sheridan, de Como Sobreviver a Um Ataque Zumbi) e Jean Grey (Sophie Turner, da série Game of Thrones). Ali, eles aprendem a conhecer os limites dos seus poderes e como controla-los.

Em Berlim Oriental, porém, os mutantes não são tão bem tratados. Há, inclusive, uma rinha de mutantes. Ali, o mutante conhecido como Anjo (o estreante Bem Hardy) domina a rinha. Para lutar contra ele, puseram um mutante oposto a ele: Noturno (Kodi Smit-McPhee, de Planeta dos Macacos: O Confronto). Esse último acaba sendo encontrado – e salvo – pela Raven, a Mistica (Jennifer Lawrence, de Joy: O Nome do Sucesso).

Magneto (Michael Fassbender, de Steve Jobs), depois do que ocorreu em Washington D.C, acaba se escondendo na Polônia. Ele tenta viver incólume, inclusive, com uma mulher e a filha que eles tiveram juntos. A agente da CIA, Moira Mactaggert (Rose Byrne, de A Espiã Que Sabia de Menos), está seguindo integrantes de uma seita egípcia que ainda acreditam na existência de um antigo deus, En Sabah Nur (Oscar Isaac, de Star Wars: O Despertar da Força).

Despertado, En Sabah Nur acaba andando pelo Cairo dos anos 80 e descobrindo no que se transformou o mundo que conhecia. Ele acaba conhecendo uma mutante com o poder de controlar o tempo, Ororo Munroe, futura Tempestade (Alexandra Shipp, de Straight Outta Compton: A História do N.W.A.). O retorno de Apocalipse a vida não passa despercebido por nenhum deles.

O que não passará despercebido pelo público são os excelentes efeitos especiais produzidos para o filme. Cenas como a do Cairo, Nova York, Sidney e de um oceano são tão ricamente detalhadas e realizadas que chega a ser chocante. Sem contar uma cena que se passa na Escolha do professor Xavier e com o Mercúrio. Ainda impressionado com a cena na qual ele aparece no filme anterior? Eles conseguiram supera-la.

X-Men: Apocalipse tem uma história que altera sensivelmente o mundo até agora criado pelos últimos filmes. Ela foi criada pelo próprio Bryan Singer e outros roteiristas que já tinham trabalhado anteriormente em outros longas da franquia, como Michael Dougherty, Dan Harris e Simon Kinberg. Esse último também foi responsável por fazer o roteiro dessa produção.

A apresentação de novas personagens e alteração brusca da trajetória de outras faz com que o texto escrito por Bryan, Michael, Dan e Simon abre novas possibilidades para obras futuras da franquia. Ele também amarra pontas soltas surgidas nos trabalhos anteriores, como a relação entre Xavier e Moira.

Bryan Singer dirigiu os dois primeiros filmes – X-Men: O Filme (2000) e X-Men 2 (2003) – e os dois últimos. Sua direção dos filmes tem sido irregular. Porém, em X-Men: Apocalipse, Bryan conseguiu fazer uma direção firme. Isto resultou em uma obra consistente cujo peso dá profundidade as questões levantadas pelas histórias e servem maravilhosamente como gatilhos para as ações ocorridas.

Já no trabalho com os atores, Bryan teve um trabalho irregular. Infelizmente, Oscar Isaac não consegue dar o peso a uma personagem como Apocalipse. James McAvoy e Michael Fassbender estão confortáveis em seus papéis, respectivamente, Professor Xavier e Magneto. Parecem até confortáveis demais, mas, ainda assim, fazem excelentes atuações. Jennifer Lawrence também está bem, até por estar repetindo o papel da heroína que se recusa a aceitar o título. Os outros atores e atrizes estão em harmonia com as suas personagens e realizam o necessário conforme seus papéis exigem.

O que faz com que o expectador mantenha a tensão constante ao assistir ao filme é a fotografia de Newton Thomas Sigel. Newton trabalhou no último filme da franquia e sabe exatamente o que precisa fazer. Além de tomadas que parecem tiradas diretamente de uma história em quadrinhos, ele também conseguem manter o filme em movimento. Além de saber dar o tom certo nas cenas-chave do filme, como nas de luta na qual são mais puxada para as cores frias.

A edição já tem umas pequenas falhas por, às vezes, cortarem tomadas um pouco antes do necessário. Realizada por Michael Louis Hill e John Ottman, também integrantes da equipe do do X-Men: Dias de um Futuro Esquecido, os dois parecem ter combinado encurtar alguns momentos do filme para dar maior sensação de rapidez. Só que o tempo está tão no limite que algumas vezes quase não se consegue entender a cena tão a velocidade exibida.

Mas em uma coisa John Ottman acerta: trilha sonora. Além de fazer de trabalhar na edição do filme, John também cuida desse aspecto técnico do filme. O trabalho dele nessa área é básico, ou seja, dando o tom certo, no momento certo e entrando na hora certa.

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