Crítica | Anjos da Noite: Guerras de Sangue

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É difícil entender os rumos da franquia Anjos da Noite, que sempre pareceu mais próximo do fim do que de mostrar novas possibilidades em suas tramas. Esse quinto filme da série demonstra uma defasagem incrível de um produto que já não encontra mais seu lugar, Anjos da Noite: Guerras de Sangue é um exemplo do desespero de dar uma sobrevida a essa franquia.

O filme se passa algum tempo após do eventos ocorridos no quarto filme da serie. Muitos anos após Selene (Kate Beckinsale) perder sua filha, nesse mundo futuro ela se vê perseguida por vampiros e lobisomens ambos querendo o sangue híbrido de sua família. É engraçado como o filme tem ciência de sua descartabilidade, Anjos da Noite começa com um longuíssimo flashback que situa o espectador na história dos longas anteriores como se soubesse que poucos realmente acompanharam a série ou se lembram de seus detalhes.

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Mesmo assim, Anjos da Noite 5 não foge dessa sua condição, e mesmo tendo que relembrar a todo momento cenas dos outros filmes, parece ser apenas um pretexto para realizar algumas cenas de ação. Dessa maneira, sem essa unidade com outros filmes, o longa parece uma sucessão de tentativas de se fazer algo interessante, mas acaba sendo apenas uma série de fatos que não se desenvolvem por completo.

Anjos da Noite: Guerras de Sangue segue os planos do grupo de vampiros, principalmente de Semira que planeja tomar o poder de seu clã para si; do grupo de lobisomens, liderado por Marius que com um poder descomunal une diversas tribos, a fim de liquidar seus inimigos; e, além disso, um grupo de vampiros nórdicos que esperam dar aos heróis do longa a revelação sobre seu passado e futuro. Assim, esses três segmentos parecem apenas disputar atenção do filme, sendo apresentados e até interligados de forma atabalhoada, quando parece fazer algum sentido essas tramas rumam para outro lugar até que finalmente se encontram numa batalha final em que mal se entende a motivação daqueles personagens.

E pensar que esse quinto filme poderia pelo menos render algumas sequência empolgantes para os fãs, não só de Anjos da Noite, mas de filmes de ação ação. Todavia, isso não ocorre no longa, empregando um estética de videogame, Anjos da Noite parece sair de um console de dez anos atrás, com efeitos especiais que deixam a desejar, mas principalmente com um ritmo quase incompreensivo regado a um mal gosto estético incrível, o que dizer de um slow motion com um dos mocinhos gritando um palavrão em inglês. Se houvesse o termo jogabilidade no cinema, Anjos da Noite: Guerras de Sangue teria uma nota baixíssima nesse quesito, sendo um filme que dificilmente faz com que seu espectador embarque nas suas apostas.

Dessa forma, Anjos da Noite: Guerras de Sangue é derivado de uma franquia que apesar de tanto tempo nas telas foi incapaz de construir um universo que impregnasse na imaginação do espectador; incapaz de criar uma narrativa que se mantenha de forma concisa e independente, apelando sempre para uma série de explicações; e tudo isso regado a um estilo cinematográfico que só deixa evidente a precariedade na construção deste filme, como se algumas cenas de ação serviriam para apagar tantos maus elementos. Sendo assim, nem mesmo a figura magnetizante de Beckinsale é capaz de salvar Anjos da Noite: Batalha de Sangue.

A atriz aqui funciona como se fosse uma marionete levantada pelos cabos invisíveis de aço que fazem aquela personagem voar. Selene é um boneco de cera usando seus trajes de couro. Aquela personagem, que até carregava certo interesse nos primeiros filmes da série, aqui se resume a repetir tudo, como se fosse, e de fato é, o único elemento que faz o espectador lembrar da franquia como um todo. Assim, naquela série de diálogos fundados em frases de efeitos não há herói, personagem ou ator que possa melhorar o desempenho desse quinto Anjos da Noite. Pelo conjunto da obra é estranho que o filme se leve a sério.

Não há como defender esse filme, muito menos essa franquia como um todo. Guerras de Sangue chega para provar, definitivamente, que essa série possui uma enorme defasagem e que não há motivos para acompanhar em mais longas a batalha entre lobisomens e Vampiros. Anjos da Noite: Guerras de Sangue é um filme que clama pela sua descartabilidade.

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