Crítica | As Aventuras de Robinson Crusoé

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Robinson Crusoé é um clássico da literatura inglesa, foi adaptado diversas vezes para o cinema, inclusive pelo grande mestre Luis Buñuel. Aqui, o diretor Vincent Kesteloot se apropria da história de Robinson Crusoé e tenta, através da animação dar uma nova vida e perspectiva à essa história que tanto cativou seus leitores desde quando publicado, em 1719.

Em As Aventuras de Robinson Crusoé fica clara a intenção do diretor em atingir o público infantil. O filme não procura ser uma animação – tomando como exemplo a Pixar – que tenta abranger diversos públicos, trazendo questões em seus personagens que sempre movem crianças e também adultos. Pelo contrário, o longa busca uma estrutura prática e pré-estabelecida em inúmeros desenhos animados infantis, para conquistar um determinado público.

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Mas o que difere As Aventuras de Robinson Crusoé de outras animações que totalizam a mesma intenção como filme? Absolutamente nada, o longa é composto de uma forma pobre, onde os personagens nada mais fazem do que arrancar algumas risadas do público, sem contar, é claro, o clássico confronto entre o bem e o mau, que dita a narrativa do filme, aqui exposto através dos personagens de Robinson Crusoé, e dos felinos que buscam derrotar Crusoé.

Deste modo, As Aventuras de Robinson Crusoé é conduzido de uma forma, onde o roteiro se dá muito mais através desse conflito entre os personagens, do que propriamente na história de Crusoé, que esta sim, é rica em seus elementos. O filme acaba perdendo muito tempo nas sequências de ação focadas nesse confronto e esquece de mostrar muito da relação do personagem de Crusoé, com o papagaio Terça-Feira.

Digamos que a história de Robson Crusoé, neste filme, serviu apenas como um pretexto para o sucesso. Entretanto, se apropriar de uma história tradicional e transformá-la em uma animação modesta apenas configurou o longa como mais uma animação infantil que só busca entretenimento, não que isso tire o mérito do filme, mas se tratando de um grande clássico da literatura, se espera muito mais de uma adaptação.

Desta forma, As Aventuras de Robinson Crusoé não se propõe em apresentar questões que o livro e outras adaptações apresentam, ignorando de certa forma a essência da obra, que se dá pelo enfoque na vida de Crusoé dentro da Ilha no qual ele naufragou, reduzindo o filme a ser apenas uma animação que consiga entreter por alguns minutos a quem assiste.

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