Crítica | O Quarto dos Esquecidos

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É incrível como nos últimos anos o cinema americano vem produzindo inúmeros longas de terror, dos quais não passam de filmes clichês e poucos inovadores, sendo eles completamente descartáveis, mas que se situam em uma lógica da indústria que aparentemente dá certo, já que eles continuam sendo feitos.

Nesse contexto do “apenas mais um” que o longa O Quarto dos Esquecidos, de D.J. Caruso, se encaixa. Já não basta a história se passar em um lugar-comum, o diretor ainda consegue agravar a situação através de escolhas negativas para o desenvolvimento do filme.

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Um casal e seu filho se mudam para uma casa isolada em busca de maior sossego após uma fase conturbada que eles acabaram de passar. Aos poucos a família – na maioria das vezes Dana, interpretada por Kate Beckinsale – vai notando algo de estranho na casa, até descobrir um quarto que não estava na planta e que supostamente carrega algo de sobrenatural dentro dele. Caruso desenvolve o filme através da protagonista Dana, que vive a dubiedade de acreditar no sobrenatural, ou acreditar nos sintomas que seus problemas psicológicos estavam lhe causando.

O diretor “tenta” de alguma forma um maior aprofundamento na protagonista, mas não consegue conceber isso com os outros personagens. Fazendo com que questionássemos em certo momento o porque da inserção de tal figura na história, como o personagem de Bem, um jovem que trabalha com reparos de obras na cidade local e que ganha uma relativa relevância no filme, mas que poderia muito bem ser descartada.

Caruso também tenta de alguma forma relacionar a história da casa com a história da família recém chegada, porém, tal relação não se sustenta. Em alguns momentos parece que o diretor tenta de maneira forçada construir elementos no roteiro que construam um paralelo/diálogo entre a família que morou ali há muito tempo e a família que acabou de chegar.

Talvez o momento mais interessante do longa seja justamente quando no meio da trama é explicado o por que da existência dos “quartos esquecidos” naquela, e em outras casas antigas. No mais, não há nada de interessante e inovador, que se possa encontrar em O Quarto dos Esquecidos. Entretanto, vale ressaltar que o diretor não abusa de elementos tão apelativos, comuns em filmes de terror na atualidade, como os sustos gratuitos. Mesmo assim, não há uma eficiente estruturação dos recursos cinematográficos que propiciam boas sequências que transmitem o que o filme quer passar.

Ao contrário do filme Paranoia, de D.J Caruso – que mesmo não sendo uma obra primorosa consegue pelo menos trazer boas sequências de suspense – O Quarto dos Esquecidos se mostra como apenas mais um filme de terror que não diz o por que veio, reforçando assim a ideia de que os realizadores americanos devem trabalhar melhor no desenvolvimento de um filme de gênero, como o terror.

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