Crítica | Dominação

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Muitos são os filmes de terror que têm como tema comum o exorcismo. Objeto que é visto como um dos grandes causadores de medo em relação ao público, já propiciou a criação de clássicos como O Exorcista e O Exorcismo de Emily Rose, mas também foi pretexto de filmes totalmente gratuitos, onde o exorcismo foi usado apenas como uma tentativa barata de assustar o público.

No caso de Dominação, filme dirigido por Brad Peyton, o longa aparece no meio termo. Não é um bom filme e nem joga baixo para tentar ser. Dominação traz sim questões interessantes e inovadoras em sua história, mas peca muito na condução do roteiro durante o desenvolvimento do filme.

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Dominação acompanha Dr. Seth Ember, interpretado por Aaron Eckhart, um exorcista não tradicional, cujo método é entrar no inconsciente do seu paciente, e tentar de alguma forma exorcizá-lo. No filme, seu paciente em evidência é um garoto de nove anos, chamado Cameron, que está possuído por uma entidade que Dr. Ember parece já conhecer.

A ambientação desse método desenvolvido no filme utiliza, sem dúvidas como referência, o filme A Origem, de Christopher Nolan; dessa forma, o processo psicológico que envolve a exorcização é um aspecto muito relevante no longa, e que se fosse melhor desenvolvido, teria tudo pra fazer com que Dominação não fosse apenas mais um filme sobre exorcismo. Porém, vemos que as saídas no roteiro para justificar tal método não sustentam essa inovação.

Outra questão importante de se ressaltar, que também influenciou muito na recepção negativa do filme, foi a direção. Brad Peyton parece não ter conseguido transmitir o que ele realmente queria extrair dos personagens – atores que em outros filmes já se destacaram positivamente mostrando sua capacidade, neste exercem uma interpretação um tanto quanto superficial, de forma que conseguirmos enxergar que não houve um grande envolvimento deles, para com os seus respectivos personagens.

Desta forma, Dominação é um filme que tenta, através do seu conceito, ser diferente dos outros que já abordaram este tema, mas na prática deixa muito a desejar ao optar por saídas fáceis em seu desenvolvimento – tanto no roteiro, quanto na direção.

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