Crítica | Quase 18

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Dificilmente encontramos um filme americano com temática adolescente que fuja do padrão e traga alguma questão relevante que já não tenha sido abordada anteriormente. Quase 18, de Kelly Fremon Craig, de certa forma tenta fugir disso, principalmente na elaboração de seus diálogos, uma vez que a história propriamente dita não foge do comum.

Quase 18 conta um pouco da vida de Nadine (Hailee Steinfeld), uma garota que após passar por problemas particulares extremamente árduos, descobre que sua melhor amiga de infância está namorando seu irmão, pelo qual ela demonstra muito ódio, gerando assim uma grande desordem em sua vida.

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Mesmo tendo como chave principal da narrativa essa premissa, um dos grandes méritos deste longa é justamente não se concentrar muito apenas em um fato, uma vez que este é apenas um dos “grandes” problemas enfrentados por Nadine em sua adolescência. Deste modo nota-se um equilíbrio ao longo da exibição, onde há diferentes maneiras ou modos de pessoas e situações conspirarem contra a protagonista.

E em meio a tantos problemas, alguns maiores e outros menores, um escape para isso tudo certamente teria que existir, e em Quase 18 existe em dose dupla. De um lado através de um garoto chamado Erwin que aparentemente Nadine não dava muita atenção, mas acabam desenvolvendo uma amizade produtiva e do outro através de seu professor Sr. Bruner, interpretado por nada mais nada menos que Woody Harrelson, um cara que tem uma simpatia enorme por Nadine e age como se fosse um psicólogo da garota, uma vez que ela procura nele a pessoa para desabafar suas angústias.

Como dito no início, Kelly Fremon Craig constrói os diálogos da forma mais natural possível, principalmente por meio das falas de Nadine, que são carregadas de coerência e sinceridade, não se limitando em apenas conversas superficiais acerca de questões adolescentes. Se aprofundando assim psicologicamente em muitas questões, principalmente através dos diálogos com sua mãe e seu irmão, pessoas no qual Nadine não consegue lidar muito bem no dia a dia.

Desta forma, Quase 18 consegue fazer uma representação fiel do que é o fim da fase adolescente e o começo da vida adulta para muitas pessoas. Não se limitando em apenas apresentar os problemas vividos pela protagonista, mas sim investiga-los a fundo com o uso de personagens muito bem construídos.

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