Crítica | Feito na América

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Feito na América é o mais novo filme estrelado por Tom Cruise, um dos poucos atores que ainda conseguem garantir ao menos uma razoável bilheteria para um filme só com seu nome no pôster, e acompanha a história de Barry Seal, um piloto que trabalhou para a CIA ao mesmo tempo que traficava drogas e armas para o cartel de Meddelín.

Porém, sendo que nos últimos anos tivemos o surgimento da série Narcos (2015 – ) e os filmes Escobar: Paraíso Perdido (2014), com Benicio del Toro, e Conexão Escobar (2016) com Bryan Cranston, seria necessário mais uma história girando em torno do cartel de Meddelín e de Pablo Escobar? A resposta é que, por sua abordagem, Feito na América foge do tom mais sério dessas narrativas supracitadas e entrega uma razoável comédia de ação.

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Ao acompanhar um piloto comercial que acaba se tornando um rico traficante de armas ao trabalhar simultaneamente para a CIA e para o cartel de Medellín, o principal problema de Feito na América é ser demasiadamente explicativo – algo nem sempre incomum na carreira do diretor Doug Liman que comandou filmes como Sr. e Sra. Smith (2005), Jumper (2008) e os bons A Identidade Bourne (2002) e No Limite do Amanhã (2014).

Com uma narrativa que é frenética em alguns momentos e em outros parece se arrastar, Feito na América consegue apresentar a história de um bom personagem e tangenciar o drama familiar causado pelas loucuras feitas pelo pai da família mesmo que de maneira desarmoniosa.

No filme, em alguns momentos o uso de zoom pela câmera acaba soando demasiadamente explicativo assim como as câmeras subjetivas, algo que acaba tornando o Feito na América menos interessante mesmo com algumas boas e inesperadas viradas em seu roteiro. Além disso, a iluminação simples demais na maior parte do tempo também não contribui para adicionar camadas na história.

Apesar de ser sempre divertido assistir a Tom Cruise em um papel com uma pegada mais cômica, Feito na América acaba tendo problemas de ritmo e em sua concepção visual que atrapalham alguns dos bons aspectos do roteiro e de seus momentos cômicos.

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