Crítica | Paulo, Apóstolo de Cristo

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Paulo, Apóstolo de Cristo chega aos cinemas sem fazer muito alarde. Enquanto a bilheteria de um filme que se volta a debater a religião de maior domínio do senso comum brasileiro pode parecer um tanto específica, o filme entende disso e não se faz uma superprodução. Embora isso não deva atrapalhar um filme, o que vemos é algo básico que não deve impressionar ninguém.

Algo bastante interessante do filme é a trilha sonora. O longa se prende à trilhas sonoras locais e bem pensadas. Ao balançar entre o Oriente Médio e Roma, a chegada de cada cena é antevista pela trilha, preparando o espectador para o que estar por vir, e nisso, o filme acerta.

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O filme acerta também em determinados pontos da fotografia. A iluminação é impecável e, determinados momentos de flashbacks se mostram com uma beleza ímpar em cenas de slow-motion. A intenção de mostrar, por vezes, os povos romanos com a perspectiva bárbara com a qual estes enxergavam os povos anglo-saxões também é um acerto do filme, mas infelizmente, os acertos param por aí. A trama óbvia e as frases de efeito o tempo todo devem cansar o público.

Toda a história já tem uma premissa catequética, o que por si só não invalida o filme e, apesar da perseguição católica realmente ter existido, esta já foi extinta em países do ocidente há muito tempo e feita pela mesma Igreja da mesma forma, se não pior. Apesar disso, a conversa sobre intolerância religiosa é atual, apesar de pouco convincente, ao menos no longa.

Nem mesmo Jim Caviezel tem um grande destaque de atuação. James Faulkner é o que mais passa perto, mas a premissa católica do filme impede os personagens de chegarem à algum extremo e, os que chegam, pouco se destacam. John Lynch está bem em tela, mas sofre do mesmo que os demais atores.

Para um filme nesses moldes se destacar é preciso de mais. É preciso que as línguas locais sejam respeitadas e, também, suas visões. Uma forte influência europeia, não culpa do filme por si só, já que esta é histórica, devem decepcionar o espectador que espera consumir um filme que seja além do que já se sabe de várias formas, como livros e narrações, ou mesmo no cinema. Espera-se que a arte, mesmo como indústria, mostre alguma evolução, ou alguma coisa nova e nem a direção de Andrew Hyatt e nem seu roteiro com Terrence Berden conseguem proporcionar isso.

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